
O Theatro da Paz tornou-se ontem um grande estúdio de rádio de meados do século passado, que transportou o público para dentro da história da Rádio Clube do Pará, a primeira emissora do estado e a quarta do país. Estava tudo lá: os noticiários em primeira mão, os cantores com suas roupas de gala para impressionar o público que ia ao estúdio assistir à transmissão, os jingles dos anunciantes cantados ao vivo e, muitas vezes, improvisados.
Não faltou nem a emoção das radionovelas, com suas histórias de amor impossível, e o impacto das grandes notícias, como aquela que assustou a todos na década de 40, dizendo: “Atenção senhoras e senhores, o Brasil acaba de entrar na Segunda Guerra Mundial”. Todos esses componentes entraram em cena no espetáculo “PRC-5: A Voz que Fala e Canta para a Planície”, criado ano passado para comemorar os 80 anos da Rádio Clube e agora encenado no Theatro da Paz.
Aliás, desse mesmo palco a Rádio Clube transmitiu várias de suas festas de aniversário, durante a época de ouro do rádio paraense. O espetáculo conta um pouco da rádio mais antiga do Pará no período de 1939 a 1945, quando era a única emissora do estado. Fundada por Edgar Proença, Roberto Camelier e Eriberto Pio dos Santos, a peça que relembra o glamour do rádio é obra do dramaturgo Edyr Proença, neto de Edgar.
Para o radialista Guilherme Guerreiro, que tem 35 anos de Rádio Clube, o espetáculo é sempre emocionante. “É bom a gente ver encenado um pouco da história dessa rádio que faz parte da gente”, diz Guerreiro, que assistiu a peça pela terceira vez.
SERVIÇO
Espetáculo “PRC-5 - A Voz que Fala e Canta para a Planície”, hoje (24), às 21h, e amanhã (25), às 20h. Ingressos: R$15, com meia-entrada para estudantes. Informações: 4009-8758. (Diário do Pará)
