Diário do Pará Online

Mais um de megaquadrilha é preso em Pacajá


Mais uma pessoa acusada de integrar a quadrilha que pretendia assaltar a agência do Banco da Amazônia (Basa) no município de Pacajá, no sudeste paraense, foi presa na manhã de ontem pelas polícias Civil e Militar. O homem, identificado apenas pelo prenome Marcelo, é o piloto de mototáxi apontado pela polícia como sendo responsável por levar as armas que seriam usadas pelo bando no roubo.

Com a prisão dele, já são seis homens detidos por envolvimento com o grupo criminoso. Os outros cinco foram presos na tarde de anteontem também em Pacajá, em um hotel no centro da cidade. Luís Alexandre Cárdias, Clebison Rodrigues Ramos, Elvis Costa Azevedo, Maicon Gil Miranda Soares e Maurício Neves da Silva, dono do hotel, estavam sendo monitorados pela polícia há algum tempo e foram detidos uns dias antes de praticarem o assalto, que estava sendo programado para a manhã de ontem.

Com eles, os policiais apreenderam quatro pistolas, sendo três delas de calibre “ponto 40” e outra de calibre “ponto 45”; duas metralhadoras de calibres 380 mm e 9mm, da marca Glock; dois fuzis Parafal 7.62; 12 cartuchos de calibre 12; um colete balístico e dois telefones celulares.

Os presos e as armas foram levados à Seccional de Tucuruí, onde foi instaurado o flagrante de delito pelo delegado César Salgueiro. Além dos presos, outros cinco homens também integravam a quadrilha.Dois deles, identificados como Márcio Matos de Souza e “Nena”, foram mortos durante a troca de tiros com os policiais em uma estrada vicinal em Pacajá.

Os três fugitivos foram identificados, até o momento, como Henoc Alves Fernandes e outros dois pelos prenomes “Valadares” e “Esquerdo”.

O PLANO

As investigações mostram que o bando chegou em Pacajá na segunda-feira, 28. No último dia 30, parte do bando se hospedou no hotel. Outros cinco ficaram escondidos na mata, a um quilômetro da área urbana.

Os bandidos pretendiam roubar ontem uma van na estrada. O veículo seria usado para levá-los, pela manhã, até a cidade, onde iriam se encontrar com os comparsas. Inicialmente, o plano seria atacar o quartel da Polícia Militar e a Delegacia da Polícia Civil, para roubar as armas dos policiais. Depois, o bando renderia clientes e os fariam reféns para roubar o dinheiro no banco.

O assalto foi descoberto pelos policiais ainda na noite do dia 30, depois que dois policiais militares abordaram um Corsa Sedan roubado conduzido por Luís Alexandre, um dos integrantes do bando.

O veículo foi visto por populares no momento em que passava várias vezes por ruas do município. Desconfiados, os moradores acionaram os policias. Durante a abordagem, dois investigadores passavam no local e também interrogaram o suspeito. Em princípio, ele alegou que estava na cidade para comprar madeira. O carro e o suspeito foram levados à delegacia, onde, após levantamento, os policiais constataram que o Corsa Sedan era roubado.

O X-9

Durante interrogatório, o preso confessou que fazia parte de uma quadrilha de assaltante e que o restante do bando estava no hotel. Os policiais foram até o estabelecimento e fizeram as prisões. Lá, descobriram que o dono do hotel sabia do plano do bando e deu apoio aos bandidos. Após interrogá-los, os policiais foram atrás dos comparsas escondidos na mata.

No local, em carro descaracterizado, os policiais foram recebidos a bala pelos bandidos. Dois morreram e três fugiram. Segundo os policiais, a maioria dos presos é do Maranhão.

Os presos e as armas serão transferidos na manhã de hoje para Belém em local ainda definido pela polícia.(Diário do Pará)