Diário do Pará Online

Patrimônios do Clube do Remo podem ir a leilão

A sede social e a área do carrossel podem ser leiloadas para pagamento de dívidas trabalhistas

O Clube do Remo corre sério risco de perder parte do seu patrimônio para quitar dívidas na Justiça do Trabalho, como sempre alertou o presidente Amaro Klautau, durante tentativa frustrada de vender o estádio Evandro Almeida para a empresa Agre-Leal Moreira. O departamento jurídico do Leão tenta reverter leilão da sua sede social e da área do carrossel, que fica à frente do Baenão.

Os dois leilões já têm data para acontecer. O da sede social, localizada na Avenida Nazaré, está marcado para o dia 13 de agosto, visando pagar débitos junto ao volante Ricardo Oliveira. O leilão foi determinado pelo juiz Fábio Melo Feijão, substituto da 15ª Vara da Justiça do Trabalho. Após cinco minutos da abertura da audiência de praça, a sede do Leão Azul, avaliada em R$ 10,8 milhões, será leiloada pela melhor oferta. Essa decisão não foi vista com bons olhos pela diretoria azulina, já que o saldo devedor não passa de R$ 1 milhão.

Já a possível perda da área do carrossel para o pagamento de dívidas da época em que o zagueiro Magrão jogou no Remo, está previsto para o dia 22 de agosto. Vale lembrar que os azulinos já perderam a sua sede campestre, localizada em Benfica, para sanar dívidas antigas com ex-atletas.

Contudo, o diretor do departamento jurídico e advogado do Remo junto à Justiça do Trabalho, Mauro Maroja, garante que serão feitos todos os esforços para que ambos leilões não aconteçam. “Estamos entrando com as devidas medidas judiciais para suspender os leilões. Já perdemos a sede campestre e isso não pode acontecer novamente. Iremos oferecer acordos que comprometam o Remo a quitar com seus compromissos”, disse. (Gustavo Pêna, Diário Online)