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Terça-feira, 01/06/2010, 19h58

PEC 300 entra no limbo da Câmara

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Marchando para o esquecimento que a aguardará a partir das próximas semanas – com o início da Copa do Mundo, o recesso parlamentar e as eleições -, a votação da PEC 300 foi novamente adiada. O medo do impacto orçamentário que a concessão do novo piso dos policiais e bombeiros pode causar levou a uma decisão de, outra vez, fazer com que o assunto seja discutido em nova reunião de líderes na próxima terça-feira (8). A matéria conta com o apoio formal de 321 deputados.

A informação foi dada pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), após reunião em seu gabinete com lideranças de policiais. “Não fiz nenhum acordo sobre data de votação”, resumiu.

Ontem, o parlamentar cogitou a possibilidade de a proposta ser votada ainda hoje.

O petista, que destacou como prioridades o pré-sal e o projeto que cria a banda larga nas escolas públicas, reforçou sua posição sobre o reajuste a policiais e bombeiros: a Constituição não pode ter o valor do piso salarial de uma categoria impresso em suas páginas. “Não aceito valor, não aceito prazo.”

Além disso, complementa Vaccarezza, não é possível colocar na Carta Magna a regulamentação de um fundo para possibilitar o reajuste salarial daquelas categorias.  Para ele, tudo isso deveria vir em forma de projeto de lei complementar após 180 dias da promulgação da PEC.

O líder do governo aproveitou para criticar os parlamentares que, segundo ele, insuflam os ânimos das categorias diretamente interessadas na proposta. Por isso, explica, abriu um canal direto com policiais. “Estamos construindo um acordo", disse Vaccarezza.

O Congresso em Foco conversou com um policial que participou da reunião, e pediu para não ser identificado. De acordo com esse profissional da segurança, a categoria não aceitou retirar da PEC os valores e o fundo para viabilizar o reajuste, daí o impasse.

Na semana passada, representantes de policiais se reuniram com Vaccarezza e aceitaram retirar da PEC o reajuste salarial. Contudo, como a matéria não foi votada na noite da quarta-feira (26), as negociações retornaram à estaca zero.  



(Congresso em Foco)

Comentários Recentes

  • oliveira disse: Comentário postado em 04/06 Sexta-feira às 09:24h "realmente nao se pode botar na constituiçao o valor salarial de uma categoria mas se pode colocar que amesma pode ter uma porcentagem da mesma categoria que e a de brasilia da pm por exemplo de 80% que quando a mesma tenha um aumento o restante das pms do pais receba o mesmo no prazo de 90 dias isso poderia nos deixar satisfeito com umsalario que nos a deixaria mais confiante sem sermos masacrados financeiramente pela vontade de alguns governante que gostam ou nao de policiais
    "
  • FABIO disse: Comentário postado em 02/06 Quarta-feira às 12:28h "É uma vergonha a situação de baixos salários aos policiais que fazem a segurança do cidadão. A atitude desses parlamentares invergonham o cidadão de bem, não dão aumento ao policial porém, eles próprios ganham super salários e não fazem nem metade do que um policial faz pela sociedade. É LAMENTÁVEL! "
  • Fabrício disse: Comentário postado em 02/06 Quarta-feira às 12:19h "Sou Policial Militar do Estado do Rio de Janeiro e já cheguei à triste constatação de que não adianta esperar pela consideração ou reconhecimento dos nossos governos. Estou cursando nível superior, e assim que concluí-lo prestarei concurso para algum cargo que respeite mais o seu profissional e dê uma remuneração mais de acordo com a função a ser exercida. Se você acha que tem capacidade, mas é menosprezado intelectualmente, profissionalmente ou até humanamente, não fique marcando passo. Não se exponha aos riscos de uma profissão como a nossa. Riscos de morte, de ser preso (até na tentativa de acertar), de ser expulso e, por isso, ter dificuldades de arrumar outro emprego. Deixe que os brucutus, corruptos, mal-educados tomem conta da sociedade. É isso que esse país merece, porque a polícia que eles querem é a que faça número e seja barata para se pagar. Para nós, que procuramos nos diferenciar, não vale a pena. Estude, aprimore-se e saia. Abraço a todos."
  • Ana Paula disse: Comentário postado em 02/06 Quarta-feira às 11:52h "O que não podemos deixar de lembrar é que estamos lidando com guerrilheiros que sempre foram contra a lei!Quem não sabe que Lula e Dilma lutaram ferrenhamente contra a ditadura,inclusive tendo em suas fichas a morte de soldados do Exército.Diante disso e da demora que estamos enfrentando,temos a prova de que os militares são desprezados por esse Governo que ilude as massas com esmola,enquanto enche os próprios bolsos e de seus comparsas do nosso dinheiro,o dinheiro público!O pior é que a culpa nos cabe,por termos colocados todos,um a um,nos cargos que ocupam.Mais deprimente ainda,é constatar que muitos companheiros de farda e suas famílias não estão nessa luta,pois as pesquisas mostram que a Desgovernança vai continuar...
    Que vergonha,vergonha por saber que muitos não lutam pelo direito que seu trabalho incansável pelo bem do próximo não é compensado com um salário digno.Vergonha por saber que suas lutas vão ser em vão!Isso tem que mudar!"
  • duca lima disse: Comentário postado em 02/06 Quarta-feira às 10:30h "é simplismente uma vergonha,se fosse para aumentar a salario dos parlamentares,eles realizavam assembléia extraordinaria,e ainda receberião diaria para isso ,e aprovarião com unanimidade o projeto de aumento...o jeito é partir para uma paralização nacional.... associações de todo pais ja passou da hora de organizar essa paralização ,o estado de Matograsso do Sul ja não fala em outra coisa,..."
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