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Pará
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Sexta-feira, 28/05/2010, 07h40

Professores denunciam caos na educação

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No décimo quinto dia letivo de greve, os professores da rede estadual foram às ruas para denunciar à população a situação da educação no Estado. A categoria saiu em marcha da Basílica de Nazaré pela avenida Governador José Malcher até a Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof ), na avenida Visconde de Souza Franco.

Segundo Matheus Ferreira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), a intenção da marcha foi denunciar o descaso do governo com a estrutura da educação, bem como no interesse em garantir um Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração coerente.

“Estamos com diversas mesas de negociação e apresentamos 14 pontos considerados importantes, mas apenas um teve atenção, que está relacionado com o PCCR unificado para todos os trabalhadores da educação”.

Ferreira explica que de acordo com a negociação o PCCR deve incluir, neste primeiro momento, apenas o magistério, mas com a garantia de que no futuro haverá uma transição do PCCR para incluir todos os trabalhadores. Além disso, a discussão acerca dos professores AD1 e AD2, que são servidores com nível superior, mas concursados como nível médio tenham o direito a uma gratificação com isonomia com os outros profissionais de educação concursados em nível superior. O valor da carreira proposto pelo governo também é questionado pela categoria. “O valor de carreira maior é de 0,5%. Em média, um profissional vai sair ganhando apenas 6% a mais no valor que ganha quando entra e quando se aposentar”.

PRÓXIMOS PASSOS

Hoje a categoria reúne em assembleia geral às 9h para definir os próximos passos da greve. Se os trabalhadores entenderem que há avanços nas negociações com o governo a greve poderá ser encerrada. “Não temos como saber. Vai depender de uma avaliação da categoria, se aceita ou não as propostas que foram feitas”.

Alguns estudantes também acompanharam a marcha e afirmam que embora se sintam prejudicados com a greve, entendem as reivindicações dos professores. “Nenhuma das escolas que estavam na lista para serem reformadas passaram por obras e nós queremos melhores condições para estudar”, reclama Leonardo Reis. Ele conta que na escola onde estuda, Luiz Nunes Direito, a reforma se estende por mais de dois anos e por conta disso é difícil conseguir se concentrar na aula.

Além disso, o estudante reclama que no ano passado, por conta da greve, foi feito um calendário de reposição de aulas no entanto, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) determinou que as aulas fossem encerradas em um período que impossibilitou a conclusão das reposições. “Eles culpam os professores pela falta de reposição, mas forma eles mesmos que fizeram isso acontecer”.

>> Professores e Governo não entram em acordo

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) e do Governo do Estado reuniram-se mais uma vez para tentar negociar o fim da greve dos professores da rede estadual. O encontro aconteceu na tarde de ontem, na sede da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof ), em Belém.

Os 14 itens do Projeto de Lei que implementará o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), os quais estavam em discordância entre a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o Sintepp, foram discutidos e acordados em reunião anterior, realizada na Assembleia Legislativa (AL), na última quarta-feira (26). A concessão de uma vantagem pecuniária para o cargo de professor AD1 e AD2, último item em desacordo, foi o tema da discussão de ontem.

Nas regras atuais do PCCR, esses professores são definidos como Classe Especial porque ingressaram no Estado após aprovação em concursos úblicos para o nível médio, realizados até 1988. Esse modelo de ingresso estaria em extinção, segundo a Seduc.  (Diário do Pará)

Comentários Recentes

  • Ricardo disse: Comentário postado em 28/05 Sexta-feira às 22:27h "Antes de falarem que os professores são preguiçosos, que fazem greve à toa as pessoas devem olhar com mais atenção a situação em que estes profissionais se encontram. Como em qualquer profissão à os bons e os maus representantes, os bons professores fazem verdadeiro milagre para levar um pouco de conhecimento e cultura para nossos filhos. Neste país o quadro da educação é gravíssimo: escolas sucateadas, falta de material, desvio de pouco dinheiro destinados a elas. É inadimissível que uma pessoa fique certa de 5 anos estudando em uma universidade, muitas vezes com um esforço enorme, e no final tenha um emprego em que receba um salário menor que muitos empregados de nível médio. Devemos lembrar que são estes profissionais que tomam conta boa parte do tempo de nossos filhos. Em países sérios essa profissão é valorizada, respeitada, cultuada, já aqui é esse desreispeito total para com nossos mestres. Como esse país pode progredir, ter uma economia forte com a educação esdrúxula que tem, isso é impossível. Vejam o Japão após o fim da segunda guerra, investindo pesado nessa área e transformando-se no que é hoje. Lá, tal qual em outros países os professores tem o devido valor que merecem"
  • Flávio Machado disse: Comentário postado em 28/05 Sexta-feira às 22:01h "Hortência, nós professores lutamos por dignidade e respeito. Eu e meus colegas não fizemos curso superior pra sermos humilhados todos os dias que chegamos pra trabalhar. É humilhante trabalhar em escolas que estão em péssimas condições estruturais e que faltam funcionários.
    Seu filho é tão vítima como nós, pois convivemos, diariamente, com o abandono do poder público. Isso sim prejudica seu filho que não recebe uma educação digna. Nós não nos fazemos de vítima. Os professores, funcionários e seu filho são vítimas do descaso do governo.
    Pergunte a seu filho e ele gosta da escola que estuda, se ele a acha ideal. Com certeza, ele dirá que não é.
    Você deveria se interar mais da realidade da educação pública no Estado antes de emitir uma opinião como essa.
    Seu filho não ficou reprovado por causa da greve. Se fosse por causa dela todos os alunos ficariam reprovados também. As pessoas sempre procuram culpar alguma coisa pra justificar o fracasso. A culpa é sempre de alguém, nunca do próprio aluno que não fez sua parte.
    Professor não é preguiçoso, apenas lutamos por melhores condições de trabalho e por dignidade que é o que todo mundo deseja, mas nem todos entendem.
    "
  • NÃO SOU D.A.S. da ANA JÚLIA!!!!!!!!! disse: Comentário postado em 28/05 Sexta-feira às 21:20h "Esses que se colocam contra a greve ou que se dizem prof. e não querem trabalhar, é claro são DAS da Ana Júlia disfarçados.
    Para o comentarista vai um recado: sou prof. e nunca votei em PT. Tá satisfeito?
    E para os Profs. leitores: não se intimidem com essas notas que querem denegrir a nossa imagem é tudo gente do PT da Ana Júlia, é JOGO SUJO!"
  • Hortência disse: Comentário postado em 28/05 Sexta-feira às 16:10h "A maioria dos professores adora se fazer de vítima. Mas quando acaba a greve eles não repõem aula nenhuma. Sou mãe de aluno e meu filho ficou reprovado ano passado por causa de greve. E queremos sim o fim desta palhaçada que só prejudica os alunos. "
  • COMENTARISTA disse: Comentário postado em 28/05 Sexta-feira às 15:54h """"A hipocrisia esteja convosco!!!!""" Todos não passam de hipócritas que só pensam em sí mesmos, em resolverem seus próprios problemas de qualquer jeito, inclusive, prejudicando pessoas que não deveriam ser prejudicadas. Ou seja, na minha opinião, hipócrita é o governante que para assumir o poder, promete Deus e o mundo em campanha eleitoral, para algumas classes de trabalhadores e o povo, em geral, mas após serem eleitos, desaparecem igual agulha no palheiro e não cumprem o que prometeram. Hipócritas, também, são essas classes de professores que fazem greve, prejudicando os estudantes, mas foram os que mais apoiaram essa Ana Carepa nas eleições para o governo. Aliás, sempre é bom lembrar, que esse partido tirano e antidemocrático chamado PT só existe hoje e tem até presidente da república eleito no Brasil, porque os professores, em geral, deram muita força, suporte, muita propanganda em favor desse partido a uns 20 anos atrás. É verdade ou não é?? Lembro em meus tempos de estudante, que professores "buzinavam" o tempo todo em nossos ouvidos nas salas de aula que o PT era o melhor e único partido político de sério, o resto era ilusão. É agora José????"
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