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MPF suspende eleições no IFPA

Brasil
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Quarta-feira, 26/05/2010, 09h56

Dilma sem Lula faz José Serra subir o tom

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O que mais chamou a atenção na sabatina dos presidenciáveis promovida nesta quarta-feira, 25, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) foi a performance de José Serra. No primeiro ambiente em que dividiu as atenções com Dilma Rousseff, sem Lula a fazer sombra à candidata, o ex-governador partiu para o ataque. Produziu uma avant-première da campanha após a Copa do Mundo, pródigo em críticas ao governo e à exposição de sua antecessora na tribuna .

Do aparelhamento dos postos estratégicos do governo ? com ênfase nas agências reguladoras ?, passando pela desconstrução do projeto de reforma tributária defendida minutos antes por Dilma, até a condenação da política de juros do Banco Central, Serra foi um crítico contundente do governo, abandonando o figurino light que vestira até aqui.

Estava à vontade e ansioso pelo debate. Sinal claro de que aposta suas fichas na etapa da campanha em que estará frente a frente com Dilma na televisão.(E esta, por sua vez, aposta nos palanques com Lula.) Serra chegou a conclamar a anfitriã, CNI, a mudar o formato do evento, transformando-o de sabatina em debate (o que a legislação impede). E deu o tom de sua campanha: a Lula, reconhecimento pelos seus méritos; a Dilma, o ardor da oposição.

A rigor, os três candidatos saíram-se bem na sabatina de ontem, dentro daquilo a que se propuseram. Dilma comprovou que o processo de mídia training (sessões sucessivas de treinamento simulando debates e entrevistas) pode fazer com que candidatos superem suas dificuldades diante de plateias exigentes.

Preocupou-se em mostrar naturalidade na abordagem de temas econômicos complexos e de mostrar-se como garantia de continuidade não só de governo, mas também de preservação da estabilidade econômica. Prometeu não rasgar contratos, admitindo que seu perfil impõe esse temor.



Cometeu aí seu principal erro.

Não convenceu na abordagem da reforma tributária, porque se limitou a culpar o Congresso pela rejeição de uma proposta do governo nesse sentido, que, na sequência, José Serra demonstrou equivocado. Também não convenceu ao defender a política monetária, ficando menos à vontade que Serra nesse quesito, pois o que se conhece de sua posição sobre o tema combina mais com o pensamento do adversário do que com o do presidente do BC, Henrique Meirelles, a quem sempre se opôs dentro do governo. Respondeu à maioria das questões formuladas pelos empresários com o PAC, elegendo-o como a panaceia para todos os problemas.

Estruturou sua fala em cima daquilo que já foi realizado pelo governo Lula e que usou para se credenciar como a gestora da continuidade.

Favorecido pelo sorteio que lhe permitiu, como segundo orador, críticas sem réplica, Serra foi além do provável script que levara no bolso. Solto, completamente à vontade, muito longe da imagem fria que sempre o caracterizou, surpreendeu a plateia de empresários com análise técnica e política do cenário industrial e econômico, pontuada com piadas e ironias, finalizando com a promessa de, se eleito, desonerar a indústria de impostos estratégicos.

Marina Silva parecia condenada à repulsa íntima de cada espectador, por começar sua fala já após a hora normal de almoço, para uma plateia previamente disposta a acompanhar apenas os dois primeiro candidatos, na convicção de que a eleição está polarizada.

Surpreendeu, porém, ao manter a atenção de todos logo nos primeiros dos 25 minutos de sua exposição. "Negra, professora, analfabeta até os 16 anos, universitária oriunda do Mobral, latino-americana e sem carisma", definiu-se, conquistando a plateia.

Deixou um desafio aos seus antecessores: "A maioria vem aqui e assume compromisso com a reforma; uma vez eleita, reforma o compromisso", disse, para aplauso dos empresários. Definiu Dilma e Serra, pela ordem, como candidatos que prometem continuidade e mais realizações. "Mais do mesmo", criticou, para colocar-se como aquela que pode cumprir o lema de Serra "podemos fazer mais", absorvendo conceitos novos de uma economia moderna e comprometida com o crescimento sustentado. (AE)

Comentários Recentes

  • TOMA - LHE TUCANO!!!!!! disse: Comentário postado em 26/05 Quarta-feira às 23:45h "O problema é que os tucanos, estão com uma inveja danada do crescimento da DILMA 2010, e n ada podem fazer para mudar esse quadro porque são INCOMPETENTES até em eleições.

    LEMBREM-SE invejosos, por causa disso Caim matou Abel. Só que agora não tem mais jeito, voces TUCANOS depenados, serão, colocados no forno no dia 3 de outubro, só quero os miúdos pra fazer farofa."
  • CAMPOS disse: Comentário postado em 26/05 Quarta-feira às 18:31h "O problema é que a população Brasileira ainda é uma população "machista", que sem motivo nenhum diz que; não vota em mulheres.
    Vamos deixar de ser ridículo, e eleger Dilma para Presidente da República, vamos deixar essa mulher de luta dar continuidade ao excelente governo.
    "
  • Continuam cegos e surdos disse: Comentário postado em 26/05 Quarta-feira às 16:28h "Esses fanáticos vermelhudos continuam com a visão e a audição obstruídas. A farra da corrupção, da impunidade, da roubalheira, está nos estertores da morte. Aí que se vê a estúpida diferença entre candidatos. E a "boneca de ventríloco" se enrola toda, principalmente quando está longe do Ali Babá mór. Em 01/01/2011, Serra, presidente, e Jatene, governador. VAZA, PT DOS INFERNOS!"
  • leonam s. s. disse: Comentário postado em 26/05 Quarta-feira às 16:20h "O problema nessa eleição é que a candidata Dilma está usando a popularidade do presidente Lula para conseguir popularidade. Pelo menos é conhecido a forma como Serra atua, mas da candidata Dilma não se sabe muito nem como irá atuar nessas questões em que o PT não atuou bem nesses anos de governo."
  • marcia oliveto disse: Comentário postado em 26/05 Quarta-feira às 16:12h "eu nao gosto do lula, mas entre ele e o serra, nao tenha duvida de que prefiro que continue como está..."
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