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IRREGULARIDADES

MPF suspende eleições no IFPA

Pará
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Terça-feira, 25/05/2010, 09h19

Duciomar e Edmilson são acusados de desvios no SUS

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Prefeito e ex-prefeito de Belém são apontados pelo MPF como responsáveis por irregularidades

O prefeito de Belém, Duciomar Costa, o ex-prefeito Edmilson Rodrigues e cinco ex-secretários municipais de saúde foram acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) por improbidade na administração de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Caso condenados, eles poderão ser obrigados a devolver R$ 68,5 milhões aos cofres públicos e a pagar multa, perderão a função pública, perderão bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio e terão seus direitos políticos suspensos por até dez anos.

Entre as irregularidades apontadas pelo MPF estão o desvio de recursos do SUS, falta de pagamento aos prestadores de serviços do SUS, descumprimento de decisão judicial que determinou a realização dos pagamentos, ausência de comprovação de pagamentos e pagamentos com atrasos, além de prestação de informação falsa à Justiça.

A ação, assinada pelo procurador da República Bruno Araújo Soares Valente, foi encaminhada à Justiça Federal nesta segunda-feira, 24 de maio. Os cinco ex-secretários de saúde acusados são: Esther Bemerguy de Albuquerque, Everaldo de Sousa Martins Filho, Cleide Maria Ferreira da Fonseca, William Lôla Mendes e Manoel Francisco Dias Pantoja.

Irregularidades detalhadas

Na ação judicial, o procurador da República relata que em 2004 e 2005 houve atrasos do repasse de recursos do SUS pela prefeitura à Santa Casa, ao Hospital das Clínicas Gaspar Viana, ao Instituto Ofir Loyola e à Universidade Estadual do Pará. Embora a dívida tenha sido paga posteriormente, o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) constatou que os pagamentos foram feitos com recursos de novos repasses do SUS.

"Havendo a constatação de que o gestor público recebeu verba para tal finalidade a não a aplicou da forma que deveria, deve o mesmo, a menos que comprove que o recurso foi usado em outra finalidade pública - o que já é, em si mesmo, grave irregularidade - responder com seu patrimônio pessoal pelo recurso desviado, sob pena de se estar simplesmente transferindo, de um departamento para outro da Administração Pública, o prejuízo gerado pelo recurso desviado", defende Soares Valente.

Como o município havia informado à Justiça que os pagamentos foram feitos de maneira correta quando na verdade utilizou indevidamente recursos do próprio SUS, o procurador da República denunciou uma nova ilegalidade: prestação de informação falsa em juízo. O MPF também aponta na ação que o município descumpriu decisão judicial que dava prazo de 90 dias para a quitação da dívida com todos os estabelecimentos. Em vez de atender a determinação da Justiça, a prefeitura apresentou cópias de acordos feitos só com alguns dos credores, sem inclusive ter comprovado o cumprimento desses acordos.

Desvios

O MPF também relata na ação que a Controladoria-Geral da União (CGU) verificou que, dos R$ 106 milhões repassados pela União no período de abril a dezembro de 2006, relativo ao financiamento de procedimentos do SUS de média e alta Complexidade, foram gastos apenas R$ 86 milhões.

No entanto, dos R$ 20 milhões que deveriam ter sobrado, na conta do programa haviam apenas R$ 3 milhões. "Eventual alegação de que esta diferença foi aplicada em uma outra finalidade pública - o que, por si só, já se constitui em grave ilegalidade - deve ser devidamente comprovada, já que, não havendo a desincumbência deste ônus processual a conclusão a que se deve chegar é a do desvio em proveito pessoal", argumenta o procurador da República.

Acusações:

Desvio de recursos do SUS

Falta de pagamento aos prestadores de serviços para o SUS

Descumprimento de decisão judicial que determinou a realização dos pagamentos

Prestação de informação falsa à Justiça

Ausência de comprovação de pagamentos

Pagamentos com atrasos

Íntegra da ação

Disponível em http://www.prpa.mpf.gov.br/noticias/AIA_Belem_Repasse.pdf



(As informações são do Ministério Público Federal no Pará)

Comentários Recentes

  • anonimo disse: Comentário postado em 26/05 Quarta-feira às 15:05h "Ôpa!!! só pode ser brincadeira desse senhor Juiz querer colocar o ex prefeito Edimilson na mesma panela com Duciomar....."
  • Keila disse: Comentário postado em 26/05 Quarta-feira às 14:21h "Deus queira que finalmente a justiça seja feita.
    Estamos cansados de tantas irregularidades, cansados de tanta cara de pau, eles ja não tem nem mais vergonha, nem tentam mais esconder.
    Para pessoas como o nosso prefeito não existe Etica nem respeito pelo proximo.
    Bando de ladrão, vestido de amigo do povo.
    Um bando de assassino, por conta de todos esses desvios existem pessoas morrendo nos postos de saude.
    FORA DUCIOMAR."
  • José Maria dos Santos Silva disse: Comentário postado em 26/05 Quarta-feira às 09:07h "só falta o ministério público descobrir o que o sobrinho do dudu fazia na sesma e o que o outro sobrinho faz na cinbesa. ai é que vão ver o que é grana desviada."
  • expedito disse: Comentário postado em 25/05 Terça-feira às 23:40h "engraçado dudu!, pra pagar fornecedores ate hoje não tem dinheiro, mas pra desfalcar... por que não colocar a policia federal para pesquisar a vida e os bens deles, já que a verba do sus é federal"
  • Anonimo disse: Comentário postado em 25/05 Terça-feira às 22:49h "Parece que esse MPF está querendo enrolar com essa história de envolver o Edmilson Rodrigues, ex-prefeito reconhecidamente honesto, com o ladrão do Duciomar Costa.
    "
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