Terça-feira, 20/04/2010, 08h30
Cerca de 600 trabalhadores rurais Sem-Terra permanecem acampados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desde a manhã de ontem. Eles querem discutir a pauta de negociações com a superintendência do órgão, entretanto o superintendente, em posição oficial, afirma que só negocia se os trabalhadores desocuparem o prédio.
Enquanto permanece o impasse, os Sem-Terra prometem ficar. “Vamos dormir aqui e ficar, enquanto eles não negociarem conosco. Viemos de muito longe para conversar sobre as nossas pautas”, afirma o coordenador do MST, Ulisses Manaças. “Eles não querem dar prazos e estabelecer metas, mas é o que nós queremos”. Ulisses afirmou que trabalhadores de outros estados também ocupam as sedes regionais do Incra, como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
O Incra informou que a assessoria jurídica do órgão já havia entrado com mandato de reintegração de posse na Justiça Federal. O som do tambor marcava o ritmo da marcha enquanto os membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) proclamavam palavras de ordem, ontem pela manhã, durante a caminhada em direção ao Incra. Por volta das 10h30, as lideranças reuniram com o superintendente regional do Incra, Elielson Pereira da Silva, e representantes do Estado para discutir a pauta de reivindicações protocolada desde a semana passada.
Participaram também o Movimento dos Sem Teto Urbano (MSTU), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e La Via Campesina, totalizando cerca de 500 manifestantes oriundos de diversos municípios. Dentre as principais reivindicações está a aceleração no processo de desapropriação de 16 áreas para assentamento, o que deve abranger 3.259 mil famílias, aliada à garantia de infraestrutura necessária. “Queremos também a ampliação de créditos para os camponeses, pois, segundo consta no censo agropecuário do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 15% dos trabalhadores rurais de todo o país conseguem ter acesso, comprometendo sua sobrevivência”, diz o Ulisses Manaças, referindo-se ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Outro ponto é a implantação de assistência técnica, que prevê a contratação de profissionais qualificados para dar orientação e suporte aos pequenos agricultores. “Cerca de 70% da produção de alimentos que abastece o país é produzido pelos camponeses” complementa o coordenador.(Diário do Pará)
Lojas do Tem! (Classificados)
IT Center
Shopping Pátio Belém - 2o piso
Shopping Castanheira - 1o piso
Gaspar Viana, nº 778
Yamada Plaza (Av. Gov. José Malcher)
Yamada Plaza (Castanhal)
Formosa Duque (Subsolo)
Formosa Cidade Nova (Subsolo)
RBA - Av. Almirante Barroso, 2190
Call Center Tem! (Classificados)
(91) 4006-8000
Fale Conosco
(91) 3084-0100
Central do Assinante
(91) 4006-8000
Endereço
Av. Almirante Barroso, 2190
CEP 66095.000 - Belém-PA
Redação
(91) 3084-0119
(91) 3084-0120
(91) 3084-0126
(91) 3084-0100
Ramais: 0209, 0210 e 0211
Copyright 2010 Diário do Pará. Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação.