Terça-feira, 20/04/2010, 08h15
Uma guerra está em curso em Belém. A briga é por um espaço nas calçadas e envolve ambulantes, comerciantes, pedestres e, por extensão, ciclistas, motoqueiros e motoristas. Em vários flagrantes de desrespeito ao Código de Posturas do Município, comerciantes, motoristas, feirantes e ambulantes praticamente privatizam as calçadas, deixando pouco ou nenhum espaço para a circulação das pessoas, que são obrigadas a recorrer ao asfalto para poder circular, sob riscos constantes de acidentes.
Para verificar como anda a situação, o DIÁRIO esteve em algumas das principais vias de circulação da cidade, sentindo na pele como é a vida dos pedestres da cidade. Começamos a nossa caminhada pela ruas Barão de Igarapé-Miri e José Bonifácio, próximo à feira do Guamá, onde lojas e ambulantes tomaram as calçadas. O meio-fio, por sua vez, é ocupado por carroças de frutas e vendedores de DVDs e CDs piratas, obrigando quem tem pressa a passar no meio do asfalto.
A reportagem caminhou até a Barão de Mamoré e teve várias dificuldades para passar, por excesso de pessoas ou pelo pouco espaço. Alguns lojistas estenderam seu comércio por toda a calçada. Em pelo menos três casos, se o pedestre quiser, só passando pelo meio de um túnel de roupas. Na avenida Pedro Miranda, o problema se repete. Próximo da feira do bairro, quem anda a pé tem que disputar espaço com vendedores de tudo, desde óculos até frutas, passando por sorvetes, manequins de roupas, móveis e motos.
Se optar pela rua, o pedestre corre o risco de ser atropelado. Pergunto a um senhor, aparentando ter mais de 60 anos de idade, se ele não tem medo de ser atropelado. “Medo a gente tem, mas quando tem pressa, vai cortando mesmo”.
RISCOS
Na feira do Telégrafo, na avenida Senador Lemos, é possível encontrar de tudo, desde brinquedos, calçados, relógios, todo tipo de produto exposto pelo pouco espaço entre as casas e o asfalto. Nesse caso, ou você anda em ziguezague entre as barracas, ou recorre ao meio-fio mesmo. Depois de desistir de seguir no meio da população, a reportagem quase é batida por uma bicicleta. Mais adiante, um ônibus passa rente a várias pessoas.
Em outra avenida movimentada, a Padre Eutíquio, a situação não é diferente. Nas calçadas próximas a um shopping, a movimentação intensa e o número de vendedores de comida e de produtos diversos torna a circulação quase uma via-crúcis, principalmente próximo do meio-dia. Situação parecida a das ruas transversais à Presidente Vargas, como a João Alfredo, Santo Antônio e avenida Portugal. Por falar em shopping, em outro, já na BR-316, a mesma repetição. Cada centímetro é disputado pelos pedestres. (Diário do Pará)
Lojas do Tem! (Classificados)
IT Center
Shopping Pátio Belém - 2o piso
Shopping Castanheira - 1o piso
Gaspar Viana, nº 778
Yamada Plaza (Av. Gov. José Malcher)
Yamada Plaza (Castanhal)
Formosa Duque (Subsolo)
Formosa Cidade Nova (Subsolo)
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Call Center Tem! (Classificados)
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