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Domingo, 18/04/2010, 10h17

Banda Soatá reúne jovens músicos em Brasília

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Em meados de 1990, quando a banda Epadu surgiu em Belém, fazendo a fusão do rock com o carimbó, o lundu e outros ritmos amazônicos, só havia algo parecido no Recife, com Chico Science e Nação Zumbi e sua fusão mista de maracatu. Naquela época, Belém ainda parecia uma distante capital capaz de influenciar a cena nordestina com o carimbó, mas sem se destacar dentro de um cenário globalizado. Hoje as coisas mudaram, e o Epadu foi parar em Brasília, com um de seus fundadores, o compositor e guitarrista Jonas Santos.

O grupo não resistiu ao sertão agreste, mas deu como cria um calango filho de paraenses, a banda Soatá. Com a proposta de unir os ritmos do Norte ao rock, ao funk e à música pop, Jonas Santos se juntou ao baterista Riti Santiago (ex-Câmbio Negro), ao baixista Dido Mariano e depois à cantora Ellen Oléria e ao percussionista Lieber Rodrigues. Nascia a banda que ganhou destaque no ano passado e vem despertando interesse da crítica especializada e do público, através do ritmo contagiante do carimbó. Depois de uma longa negociação, e com apoio do Ministério da Cultura e da Associação Pro Rock, a banda se apresenta hoje em Belém, a partir das 17h, na Praça Waldemar Henrique.

P: Como surgiu o Soatá?

R: O grupo foi uma transição. Em 2006, eu e o Cláudio Figueiredo retomamos o Epadu em Brasília, para gravar um CD e fazer algumas apresentações. Nessa retomada, o Dido Mariano e o Riti Santiago, baixista e baterista do Soatá, conheceram a proposta musical de explorar ritmos do Norte. O Epadu fez alguns shows em Brasília, mas por falta de estrutura, os integrantes de Belém tiveram que retornar. Depois, recebi o convite entusiasmado do Riti e do Dido para que, mesmo sem os parceiros de Belém, continuássemos com o trabalho. Ficamos, então, ensaiando e procurando percussionista e vocalista para o grupo. Até que apresentamos o trabalho para Ellen Oléria e Lieber Rodrigues. Com todo mundo sintonizado nessa ideia do ritmo do Norte, do carimbó, começamos a trabalhar o repertório.

P: E como foi para os músicos trabalhar essa proposta? Houve alguma dificuldade em assimilar o carimbó?

R: O Riti e o Dido conheceram bem o ritmo por meio do Ronaldo Farias e do Veudo, percussionistas de Belém que estiveram em Brasília. A Ellen já ia a Belém regularmente antes até do convite para cantar na banda. E eu fui apresentando a eles os mestres de carimbo, tentando passar essa “forma” dançante do carimbó.

P: Como evoluiu essa proposta? Hoje já dá para perceber a contribuição dos músicos.

R: Com certeza. Tem muito a ver com cada integrante. A Ellen tem muita coisa de samba, de funk no som dela. O Dido é um baixista de jazz e música brasileira. O Riti tem uma pegada mais rock, o Lieber é um percussionista que teve contato com os percussionistas do Epadu, pesquisou, e começou a tocar o carimbó.

P: Vocês ganharam destaque depois que foram finalistas do Conexão Vivo. Como foi participar desse projeto?

R: Foi muito bom. Até mesmo porque começamos a divulgar nosso trabalho em Brasília depois desse evento. O Conexão Vivo é um evento grande, com vários nomes importantes participando e todo mundo querendo conhecer coisa nova. Os resultados dessa participação ainda estão surgindo, estamos participando de um edital de animações com a música “No baque”, ainda pelo Conexão Vivo.

P: Vocês vão tocar a primeira vez em Belém. Estavam ansiosos para tocar aqui?

R: Cara, na verdade, desde que o grupo fez o primeiro show na UNB, há três anos, eu já tinha como prioridade essa ideia de tocar em Belém. Os paraenses que escutam a banda ao vivo se identificam, e reconhecem o que agente está tentando dizer. Pra gente é uma vitória muito grande tocar aí. Todos estão com muita expectativa, de verdade. Acho que o público de Belém que prestigiar o show vai ver que o nosso som foi feito com um pé e com a cabeça aí. Você ainda acompanha a música feita no Pará? O que tem escutado? Na Feira da Música de Fortaleza esse ano eu tive a oportunidade de ver o Floresta Sonora, banda do (contrabaixista) Calibre. Escuto as bandas dos amigos, Norman Bates, Deliquentes. Quero nessa visita a Belém conhecer a galera nova que está fazendo som aí. E sempre escuto os mestres do carimbó: Cupijó, Verequete... Ótimo, fique à vontade pra mandar um recado para o público de Belém. Galera, vamos curtir esse rockarimbó do Soatá. Uma banda de conexão entre Belém e Brasília. Belém será um público ímpar. E vai com certeza se identificar com a nossa música!

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