Quarta-feira, 31/03/2010, 07h40

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, conhecido como Bida, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, teve seu julgamento adiado para o dia 12 de abril, às 8h. O julgamento, marcado para esta quarta-feira, foi cancelado, porque o advogado de defesa não compareceu ao Tribunal.
Segundo informou o juiz Raimundo Moisés Flexa, presidente da 2ª vara do Tribunal do Júri, o advogado Eduardo Imbiriba encaminhou um bilhete explicando sua ausência e justificando que Superior Tribunal de Justiça não teve tempo para o julgamento de recursos.
O juiz disse ter lamentado o adiamento e ressaltou que o advogado de defesa está respaudado pela lei, mas que a sociedade espera que seja feita justiça o quanto antes.
O promotor Édson Cardoso também mostrou sua insatisfação pela postura assumida pela defesa. "O Ministério Público ficou frustrado com o que aconteceu, infelizmente a sociedade toda perde por isso, pois aguardam um retorno da justiça. A ação do advogado de defesa é resguardada pela lei, mas acredito que o juiz deveria ter sido avisado com antencedência, para que ele se preparasse. O Tribunal de Justiça mobilizou todos os esforços para realizar este julgamento e teve várias despesas que poderiam ser evitadas", criticou Cardoso.
Esta seria a terceira vez que o fazendeiro enfrentaria o júri. A primeira sessão foi realizada em 2007, quando o réu foi condenado a 30 anos de reclusão. Mas como a pena foi superior a 20 anos, Vitalmiro teve direito a um novo julgamento. Em 2008, depois de se submeter a um novo júri, Bida foi absolvido. O Ministério Público recorreu da decisão e no ano passado a desembargadora Vânia Silveira, da 1ª Câmara Criminal Isolada, do Tribunal de Justiça do Pará, anulou o julgamento que absolveu o absolveu e determinou que houvesse um novo julgamento.
Neste momento, integrantes do Comitê Dorothy Stang e do Provida estão em frente ao Tribunal de Justiça fazendo uma mobilização para que haja justiça e se mostram bem esperançosos em relação ao final deste julgamento, esperando que todos os culpados sejam punidos.
Outro acusado de ser mandante do crime, Regivaldo Pereira Galvão, o único que ainda não enfrentou júri popular, está com julgamento marcado para o dia 30 de abril. Ele recorreu da sentença de pronúncia e aguarda julgamento em liberdade. (Diário Online)
Atualizada às 8h30
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