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Domingo, 21/03/2010, 10h02

Tatuagens de bandidos revelam as marcas do crime

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Tatuagens de bandidos revelam as marcas do crime

O que seria uma simples e banal tatuagem pode esconder uma linguagem que somente detentos sabem interpretar o seu significado no mundo criminoso e que passa despercebido para quem não domina ou tem conhecimento do assunto.

Durante um mês uma equipe do DIÁRIO se deteve neste emaranhado de sinais, acompanhando prisões e tentativas de fugas nas Seccionais Urbanas da Região Metropolitana de Belém, verificando a predominância principalmente nos delinquentes de maior potencial criminoso da presença de tatuagens criminosas.

Estima-se que hoje na população carcerária do Brasil de 60% a 80% dos presos do sexo masculino tenham algum tipo de desenho estampado no corpo demonstrando, através desses códigos, um dos segredos da prisão, que vem a ser quem é o dono daquela marca, qual é a especialidade do preso no mundo do crime.

Em função dessa situação é necessário o conhecimento por parte dos profissionais de segurança pública que atuam direta ou indiretamente com os presos sobre o significado das tatuagens no submundo do crime, pois se trata de uma linguagem codificada, onde se traduzem em sinais de poder, comando, subordinação, tipos de crimes, enfim, prática bastante comum entre os marginais.

Esta forma de comunicação através das “tatuagens criminais” revela espírito violento, vingativo, arrastado a atos de desespero e outros indícios fornecidos pela região do corpo onde é traçado. Tais códigos são considerados secretos e quase nenhum detento se presta a revelá-los, motivo pelo qual o Estado deve colaborar com a execução de uma política penitenciária que todos agentes envolvidos tanto nas carceragens das seccionais como nos presídios tenham conhecimento desta situação.

Desde os primórdios dos tempos marcas de tatuagem eram consideradas como sinais de beleza e havia a crença de que as tatuagens proporcionavam proteção contra doenças e má sorte, além da hierarquia e a posição social de uma pessoa em seu grupo.

Acreditava-se que a impressão definitiva de desenhos na pele tinha propriedades mágicas. Um dos primeiros registros de tatuagem vem do ano 1769 e dá conta que os nativos usavam espinhas de peixe finíssimas, para perfurar a pele e injetar um pigmento feito à base de carvão surgindo nessa época, à palavra “tatoo”, versão para o inglês do taitiano “tatu”, que significava “desenho na pele”.

Em presídios do mundo inteiro, os próprios detentos se tatuam para diferenciar a facção à qual pertencem e a utilizam como código, como por exemplo, os mafiosos japoneses da Yakuza, que tatuam grande parte do corpo como prova de coragem e de fidelidade aos chefões.

As caveiras e dragões alados sempre frequentaram as prisões no Brasil, símbolos de status. Até mesmo dentro das celas as tatuagens feitas no corpo dos detentos contam histórias de crime e de castigo. Em muitos casos a tatuagem é uma atitude que funciona como auto-identificação.

Segundo um presidiário que puxou cadeia por oito anos em Americano por assalto a banco nas Penitenciárias as tatuagens não são feitas para enfeitar ninguém, elas contam histórias, se comunicam e mantém distâncias, mostram quem é o preso, o crime que praticou e o que se deve sentir por eles, seja medo ou desprezo.

>> Decifrando os códigos dos criminosos

Dentro das cadeias e fora dela vale tudo para ter uma tatuagem e entrar para o mundo dos desconhecidos sinais. Quem nunca viu um emaranhado, de declarações de amor, iniciais de nomes riscados na pele, feitos com objetos pontiagudos como clipes, pregos, ponta de canetas e arames?

Desenhos cravados na pele, muitas vezes, é uma forma de estigmatizar o preso. Assumir para sempre, na própria pele, algo que é visto com desconfiança e algum temor pela sociedade, não deixando de significar, em outras formas, de o preso demonstrar uma coragem que é respeitada nas prisões, servindo para marcar aqueles que devem ser desprezados.

Nas cadeias públicas os crimes contra os costumes, como por exemplo, o estupro, é punido com tatuagens feitas à força. Os tarados são ridicularizados com pintas no rosto, informando aos demais presos, através desta marca, que o estuprador achou um “marido” na cadeia.

As imagens tatuadas nos detentos delatam traços da personalidade do criminoso e cada uma possui um significado específico. “Só quem vive no presídio ou no meio marginal sabe das informações fornecidas pelas tatuagens”, revela um detento.

Pesquisas em penitenciárias e cadeias revelaram uma forma de comunicação entre os presos, as imagens e seus significados, desde a figura de uma mulher acompanhada do nome, passando pela religião com a imagem de Nossa Senhora até a identificação do crime com uma caveira apunhalada, ou ainda, um pênis tatuado à força nas costas ou nas nádegas do presidiário que cometeu um estupro, ou ainda, uma pinta marcada no rosto e nas mãos, aliás, muito usada nos meios prisionais.

Nas cadeias públicas as tatuagens são codificadas na pele, revelam segredos que os detentos não gostam de falar, mantendo a lei do silêncio. O desenho de uma estrela de cinco pontas indica o autor de homicídios; três sepulturas significam que o detento tem o corpo fechado e guarda segredos como um túmulo.

A tatuagem da imagem de uma santa possui dois significados importantes, indica o crime de latrocínio praticado pelo preso, ou ainda, o arrependimento do crime praticado; um desenho de cruz nas costas é o símbolo do bandido que mata, se vinga; os assassinos de policiais gostam de marcar a pele com uma caveira traspassada por um punhal.

A pistola na perna traduz ser o preso um latrocida; uma borboleta indica um indivíduo que não aceita ficar preso e que sempre tentará a busca da liberdade, como também pode indicar sua opção sexual.

Como se fossem uma patente, quanto maior o número de pontos, mais alta a periculosidade do criminoso, sendo assim: um ponto na mão direita indica ser o marginal um batedor de carteira; dois pontos na mão indicam ser um estuprador; três pontos em forma de triângulo significam estar envolvido com o crime de tóxicos; quatro pontos formando um quadrado informa que o indivíduo pratica o crime de furto; já cinco pontos identifica ser um praticante do crime de roubo com violência.

Essas são as mais comuns principalmente nos bandidos considerados “pé de chinelo” que não tem dinheiro para ir a um “tatuador”, mas um ponto em cada extremidade de uma estrela, diz na linguagem criminosa que o bandido desta tatuagem pratica crimes de homicídio, e ainda, vários pontos formando um “x”, indicam que o tatuado é chefe de quadrilha ou líder de determinada facção criminosa.

Durante uma revista de rotina, em uma das seccionais da Região Metropolitana de Belém, dos 29 presos custodiados o DIÁRIO observou que 27 tinham algum tipo de tatuagem no corpo. Questionados do significado pela reportagem ninguém quis falar, mas os policiais militares, que faziam a revista, notaram que as “tatuagens criminosas” estão no dia-a-dia dos presos e muitos fazem este emaranhado de sinais sem saber o significado.

Comentários Recentes

  • marcos disse: Comentário postado em 22/07 Sexta-feira às 17:00h "os fãs de funk e aparelhagens inventaram uma moda de tatua o antebraço com aquela tatuagem verde escura os homens e as mulheres mais o quem tem de criminoso tatuando o antebraço nao é brincadeira so falta eles tatuarem a testa eu sou 157 e as bochechas, ta um horror essa moda me belem no brasil eu tenho ate um amigo que quer tura essa tatuagem por causa do emprego dele
    "
  • alam disse: Comentário postado em 22/07 Sexta-feira às 16:56h "uma vez eu foi para um entrevista de emprego perguntarao se eu tinha tatuagem e onde era perguntaram se eu usa brincos; se a pessoa nao é universitaria nao tem dinheiro nao tem emprego fixo se usa tatuagem vai ser taxada de criminoso pela sociedade"
  • Aline disse: Comentário postado em 22/07 Sexta-feira às 02:01h "Sol eu acho que deveriam tatuar um penis bem no meio da testa do estrupador."
  • anônimo XYZ disse: Comentário postado em 22/03 Segunda-feira às 19:00h "É a marca da besta fera 666 na testa dos pedófilos, traficantes, assassinos, sequestradores e tudo que não presta."
  • sol disse: Comentário postado em 21/03 Domingo às 17:33h "Essa matéria me fez pensar que talvez., se todos os bandidos que comprovadamente cometeram um crime., fosse presenteados com uma tatoo específica dependendo do crime...agora pergunto qual tatoo seria adequada aos ANIMAIS pedófilos.?????"
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