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Pará
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Terça-feira, 09/02/2010, 07h36

Índios mantêm ocupação na sede da Funai

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Em razão do fechamento de sedes da Fundação Nacional do Índio (Funai) em várias localidades do Pará e do Brasil, índios de 10 etnias, correspondente a 18 aldeias localizadas na região do Xingu, ocupam a sede da Funai, em Altamira, que fica localizada dentro do campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) no município.

Os índios estão acampados no local desde a última quinta-feira, quando houve protestos contrários à implantação da hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu. Na manifestação, eles aproveitam também para mostrar repúdio à atitude do presidente do Ibama, Roberto Messias, em assinar a Licença Prévia para o projeto de construção da barragem.

Ontem, após a chegada de mais representantes das aldeias, o grupo de aproximadamente 150 indígenas decidiu ocupar também o campus da UFPA. Depois de uma reunião com a coordenação do campus Altamira, as aulas e outras atividades foram suspensas. A UFPA tem atualmente 1.200 alunos no município. Até a rua que dá acesso ao campus está interditada.

De acordo com o presidente do Conselho Indígena do Xingu, Luís Xipaia, todos estão dispostos a ir até as últimas consequências. “Se não houver acordo com o governo, nos próximos dois dias, mais de cinco mil índios estão descendo das aldeias para reforçar os protestos. Nós estamos dispostos a lutar pelos nossos direitos até as últimas consequências”.

REESTRUTURAÇÃO

Os dois povos Araras, os Assurinis, Arawetés, Juruna, Kuruaya, Kayapó, Parakanã, Xipaya e Xikrin foram surpreendidos com a publicação do decreto 7.056, de 28 de dezembro de 2009, no qual a presidência da Funai apresenta a proposta de reestruturação do órgão.

De acordo com eles, os serviços prestados pelo Funai na região do Xingu são de extrema importância. “Como vamos ficar sem apoio para o que precisamos?”, questionou um cacique Kaiapó. O atendimento à saúde, educação, entre outras necessidades, segundo eles, está comprometido. “Só queremos nossos direitos”, disse Paulo Kuruaia.

Comentários Recentes

  • Bat disse: Comentário postado em 10/02 Quarta-feira às 15:59h "“afirmou o presidente interino da Funai, Aloysio Guapindaia:Na medida que uma terra é pequena demais para determinado grupo pode comprometer sobrevivência dessa sociedade.”Conclusão:como a natalidade desses brasileiros descendentes da etnia indígena esta aumentando, então futuramente deverão as reservas serem aumentadas até os limites fronteiriços, pela lei ou pela força?Ocorrem decisões políticas e demagógicas que não atendem aos interesses e harmonia da Nação, gerando conflitos desnecessários. Poderiam ser aproveitadas as estruturas já existente para integrar os brasileiros de etnia indígena a Nação Brasileira e não discriminar e prejudicar o restante.No caso de Alcântara, poderiam àqueles brasileiros, serem indenizados, como ocorrem nas desapropriações de fazendas seculares e residências de gerações, para execução de obras de interesses publico. Na Africa, o governo visando acabar com os conflitos étnicos mandou excluir dos documentos públicos as etnias dos cidadãos, aqui o governo alimenta a discórdia privilegiando alguns nacionais e discriminando a maioria.Cacique disse,semana passada, que o exercito não pode adentrar nas reservas indígenas.Reservas não são terras da União? No Peru grupos indígenas estão insurgentes.Divisões e grupos fortalecidos geram conflitos por ganância de riquezas e poder, praticando atentados, agressões, extorsões, até impunemente. Nunca soube da Inglaterra,França(Haiti) e outros paises coloniais resgatando as injustiça seculares ou privilegiando minorias com tamanho empenho de nossos administradores, já que aqueles é que foram beneficiados e coniventes com o trafico de escravos e e exploração das ex-colonias"
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