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Quinta-feira, 04/02/2010, 07h37

Sem RexPa, Campeonato Paraense deve parar

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O adiamento do clássico Remo e Paysandu pode paralisar o Campeonato Paraense. Foi o que cogitou o presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiro, o primeiro a sair da reunião envolvendo dirigentes de clubes, representantes dos órgãos de segurança e a Promotoria de Defesa do consumidor ontem pela manhã na sede do Ministério Público em Belém.

Em razão de compromissos pessoais, Luiz Omar se reuniu, a portas fechadas, por um período superior a uma hora. De lá, saiu adiantando a notícia: “Não terá Re-Pa e eu não sei o que vai ser dos jogos”. Na última terça-feira (2), o Ministério Público vetou o Estádio Mangueirão para sediar jogos oficiais do Campeonato Paraense, alegando não-cumprimento de medidas de segurança por parte da Seel (Secretária de Estado de Esporte e Lazer).

A reunião de ontem seria para contornar a situação. Contudo, após um encontro com cerca de três horas de duração, Osmar Nascimento, da Polícia Militar, Daniel Rosas, do Corpo de Bombeiros, além de Helena Muniz, Promotora do MP, mantiveram-se irredutíveis, apesar das pressões.

Luiz Omar, diante da negativa, admitiu escassez de recursos financeiros para cumprir as exigências do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) inclusive para viabilizar obrasw no Estádio da Curuzu, cuja vistoria está programada para hoje.

“Eu não tiro a razão do Ministério, mas acredito que eles estão sendo rigorosos. Pelo Brasil há estádios piores”, defendeu. “A Curuzu caminha, a passos largos, para ser fechada também”, continuou. ”Não sei como vão ficar os jogos porque não vai ter estádio nenhum. Eu penso que o Paysandu pode jogar pela Copa do Brasil em Currais Novos”, finalizou, referindo-se ao interior do Rio Grande do Norte.

 

DO CONTRA PM e bombeiros endossaram veto final do Ministério Público



A promotora Helena Muniz deu entrevista e deu o veredicto por volta das 12h30: “Não é possível ser realizado (o Re-Pa) no Mangueirão. Não haverá o jogo porque o Ministério Público precisa dos termos de ajustamento de conduta firmados e por questões de segurança”, assegurou.

Segundo a defensora dos direitos do consumidor, a hipótese da recomendação ser contornada é nula. Inclusive o Mangueirão não será liberado com ressalvas de público. “Não tem como realizar. Não, não será liberado com restrições. O documento assinado é improrrogável, era a última data”, esclareceu, referindo-se ao terceiro aditivo do TAC, assinado em 4 de dezembro por representantes da PM, MP, Corpo de Bombeiros e Jorge Panzera, Secretário da Seel, com relação às adaptações do Estádio Olímpico do Pará. “A situação ficou insustentável. Os estádios têm que acatar as exigências dos órgãos de segurança, em respeito ao consumidor”, determinou Helena Muniz.

SEEL SE DEFENDE

No alvo das críticas ficou a Secretária de Estado de Esporte e Lazer (Seel), por não ter concluído as obras num tempo hábil. O seu titular, Jorge Panzera, defendeu-se: “É importante ressaltar: até agosto, estavam acontecendo jogos no Mangueirão”, frisou.

“Pela nossa legislação, é necessário processo licitatório. Para finalização das obras, a previsão da secretaria com as empresas é dia 28 de fevereiro”, completou ele.

 

Partida pode ser em Santarém

 

Uma pergunta: você, torcedor de Clube do Remo e Paysandu, como se sentiria se visse seus clubes de coração jogando em Santarém, ao invés da capital do Estado? Essa é apenas uma das inúmeras alternativas para a realização do clássico “Rei da Amazônia” acontecer até o dia 7 de março (domingo), para que não haja mudanças drásticas nas finais e semifinais do primeiro turno do Campeonato Paraense, já que o Mangueirão segue interditado por tempo indefinido.

A próxima vistoria dos órgãos públicos de segurança deverá ocorrer no próximo dia 28. Porém, a certeza de que a praça esportiva seja liberada ainda não é unanimidade. “As obras estão adiantadas, mas vai que acontece do Mangueirão não ser liberado? Teríamos que rever toda a tabela das finais do turno. Na reunião no Ministério Público se ventilou a ida até Santarém. Se os dirigentes apoiarem a ida até lá, com certeza seria uma saída”, declarou o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), coronel Antônio Carlos Nunes de Lima.

Caso a partida não seja realizada o quanto antes, os jogos do Parazão ficariam apertados, em razão da Copa do Mundo da África do Sul, que tem o primeiro jogo marcado para o dia 11 de junho, cinco dias depois da previsão de término do Estadual. A hipótese da partida ser realizada na Curuzu foi descartada por falta de segurança. (Diário do Pará)

 

Comentários Recentes

  • jakison disse: Comentário postado em 04/02 Quinta-feira às 21:42h "pelo que eu sei foi concedida uma liminar garantindo o joga para domingo no local"
  • cristina disse: Comentário postado em 04/02 Quinta-feira às 21:03h "o ministerio publico, os bombeiros e quem mais estejam vetando o mangeuirao e outro qualquer estadio ja sabia que haveria o campeonato paraense mas como sempre eles só deixam para fazer vistoria em cima da hora. porque não vetaram antes.nao vistoriaram antes pois esse campeonato desde novembro esta rolando "
  • Wilson Maia disse: Comentário postado em 04/02 Quinta-feira às 20:58h "Oproblema não é o TAC,mas sim falta de TACA nesse governo vagabundo que nós temos.E ainda tem esse coronel da federação que é um palhaço.Uma sugestão: um ReXPa no Cirio e outro no Natal,esse campeonato já nasceu avacalhado mesmo!"
  • itamar baia disse: Comentário postado em 04/02 Quinta-feira às 19:43h "recentemente houve um show evangélico com 60000 pessoas e o mangueirão não foi vetado pelo mp!será que é apenas para o rexpa que vale o tac?"
  • Eu disse: Comentário postado em 04/02 Quinta-feira às 19:24h "A não realização do RexPA em data prevista na tabela do Campeonato Paraense, devido o não cumprimento da TAC por parte da SEEL, mostra a tremenda irresponsabilidade e o descaso do Governo do Estado junto a Sociedade. Apenas é mais um dos vários casos graves que estão ocorrendo nesta Gestão. Como está se tratando de obras, a Sociedade não se surpreenda ao voltar às aulas e não pode estudar, devido a inúmeras obras em escolas estarem inacabadas e abandonadas pelas empresas responsáveis pela execução dos serviços. Fato este acontecendo devido a falta de pagamento a algumas empresas que a Gestão cansa de dizer não parceiras, com isso colocando para escanteio e até prejudicando as que querem trabalhar com lealdade e responsabilidade, e apadrinhando as paceiras da Gestão ou seja as "corruptas"."
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