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Quinta-feira, 28/01/2010, 07h43

Estimulantes sexuais são vendidos sem receita

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Estimulantes sexuais são vendidos sem receita
O baixo preço oferecido eleva o alerta sobre o remédio ser falso

Estimulantes sexuais vendidos a R$ 3 no Ver-o-Peso e sem receita médica nas farmácias. O Viagra, medicamento mais utilizado para tratamento de disfunção erétil, está sendo comercializado indiscriminadamente em Belém. A reportagem do DIÁRIO percorreu várias farmácias da capital. Em todas elas, não há a exigência da apresentação do receituário médico. O fato preocupa especialistas, pois o medicamento só pode ser utilizado sob orientação médica. Além disso, a venda de produtos “piratas” pode provocar efeitos ainda não reconhecidos pelos especialistas, já que não se sabe a origem desses medicamentos.

O urologista do Hospital Universitário João de Barros Barreto, Maurício Massulo, destaca que o uso indiscriminado do Viagra ou de similares pode provocar efeitos colaterais acentuados, como dor de cabeça, rubor facial, má digestão e congestão nasal. “O Viagra é um vasodilatador, cujos efeitos são esses. Dependendo da quantidade e da maneira como é utilizado, os efeitos podem ser menos ou mais intensos”.

A “pílula azul” é contraindicada para pacientes que utilizam medicamentos com nitratos ou nitroglicerina. O resultado pode ser a queda súbita da pressão arterial, com risco de ataque cardíaco. “Não é comum ocorrerem complicações por causa do uso do Viagra, mas somente um especialista pode orientar sobre doses recomendadas e evitar a associação com outros medicamentos”.

No Ver-o-Peso, qualquer pessoa consegue comprar pílulas que prometem facilitar a ereção por preços baixos, mas com efeitos colaterais desconhecidos. A unidade do “Viagra” é vendida por ambulantes a R$ 3. “O Pramil é um medicamento do Paraguai que possui a mesma fórmula do Viagra, mas é vendido mais barato no Brasil por causa dos impostos. Porém, algumas pessoas compram esse medicamento fora do país e fazem manipulação, duplicando a quantidade para obter lucro e incrementando com outras substâncias. Não temos nem como falar dos efeitos colaterais porque ninguém sabe a origem dessas substâncias. Isso não é recomendado de jeito nenhum”.

Para o médico, o Viagra provocou uma revolução sexual desde 1998, quando foi lançado, e conquistou uma grande parcela do mercado de medicamentos. “Pessoas que não conseguiam mais ter ereção começaram novamente a praticar o ato sexual”. Ele afirma que em 90% dos casos o paciente consegue o efeito desejado. Ozeas Braga, de 81 anos, afirma que já utilizou o Viagra algumas vezes, com efeito garantido. Pelo fato de ser utilizado sem orientação médica e tomar medicamentos para controle de epilepsia, ele diz que tem medo de ter quaisquer complicações na saúde com a ingestão do produto.

“Eu conheço pessoas que tiveram alguns problemas por causa disso e acabei me impressionando, mas por enquanto ainda não tenho essa necessidade”, diz, orgulhoso.

Muitos jovens estão fazendo uso do Viagra sem necessidade e somente para melhorar o desempenho sexual. Esse fator pode provocar a dependência psicológica, pois os jovens acabam adquirindo o medo de não serem tão bons para suas parceiras e fazem uso do medicamento em todas as relações sexuais. “Não ocorre uma dependência química, mas o costume pode fazer com que o desempenho não seja o mesmo sem a utilização do remédio”, explica Massulo.

FISCALIZAÇÃO

A não exigência da receita médica é um dos fatores que contribui para a utilização indiscriminada do medicamento. Sobre o assunto, o vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF), Ricardo Vieira, afirma que cabe à Vigilância Sanitária do Município fiscalizar as farmácias, podendo apreender medicamentos, multar e até fechar o estabelecimento. Caso a farmácia descumpra uma determinação, o farmacêutico pode ser enquadrado dentro do código de ética da profissão e a farmácia está sujeita a multas.

Em caso de medicamentos controlados comercializados sem receita, ou em casos de venda de remédios ilegais no Brasil, como o Pramil, “genérico” do Viagra produzido no Paraguai, mas não legalizado no país, além das multas, o acusado pode ser enquadrado no código penal e responder por crime de venda ilegal de medicamentos, o que pode resultar em detenção de 10 a 15 anos.

Comentários Recentes

  • JOSÉ SARNEY PARAENSE disse: Comentário postado em 28/01 Quinta-feira às 19:21h "Eu como um bom Paraense nunca precisei disso, basta um puquinho de guaraná com amendoim e a patroa reclamava.....a noite toda aperriando ela...."
  • HERCULES QUADROS - EMPRESÁRIO. disse: Comentário postado em 28/01 Quinta-feira às 16:38h "eu hercules empresário não preciso disto.exemplo num dia em sua piscina o meu amigo ofereceu-me um eu disse uma pessoa meu amigo que precisa disso muito é o nosso sócio rugiero boca de privada e o cara pato o melo melado de tierra e o sapo amarelo.
    enfim eu não preciso deste objeto medicinal. mas os cara sim."
  • Mário de Carvalho. disse: Comentário postado em 28/01 Quinta-feira às 12:23h "Os médicos sempre falam para ninguém tomar remédio sem receita, o difícil é conseguir marcar uma consulta para consegui-la, rs"
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