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Sábado, 05/12/2009, 08h07

Nos palcos mesmo enredo dos filmes 'Na Cama'

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Nos palcos mesmo enredo dos filmes 'Na Cama'
Atores Fabrício Bezzera e Maíra Monteiro estrelam a peça

No ano passado, a indústria cinematográfica latino-americana se viu em uma de suas maiores polêmicas. O motivo: filmes idênticos, com basicamente a mesma história, o mesmo enredo, mesmas locações e uma infinidade de coincidências. Mas o que para o produtor de um é apenas mera semelhança, para o outro é plágio. Plágio? Não para quem plagiou. Sim para quem lançou primeiro. Vamos ao caso.

Lançado em 2005, o filme chileno “Na Cama”, de Matias Bize, mostra um casal que se conhece em uma boate e vai parar na cama de um motel. E é por lá mesmo que todo o filme se passa. Entre as cenas de sexo, eles conversam a noite inteira, falam da vida, dos amores, dos desejos, das incertezas... Premiado em Havana, Viña Del Mar, Montevidéu e Cartagena, o longa é um verdadeiro desafio para os espectadores.

Lançado em 2008, o filme colombiano “Entre Sábanas”, de Gustavo Nieto Roa – cuja versão em português, um remake estrelado por Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira, do mesmo diretor, com título “Entre Lençóis” – também mostra um casal que se encontra em uma boate e de lá vão para um motel. E o resto da história? Pois é, passam a noite inteira lá, entre sexo e conversas.

Segundo o chileno Adrián Solar, produtor de “Na Cama”, o longa colombiano é sem dúvida um plágio. O diretor Gustavo Nieto Roa rebate às críticas dizendo que o projeto de seu filme já existia antes mesmo do filme chileno ter sido lançado. O colombiano alega ainda que desde a abordagem até o desfecho, e os conflitos das histórias dos dois filmes são diferenciadas.

Polêmicas à parte, filmes com histórias parecidas sempre rondam esse cenário tumultuado de “quem teve a ideia primeiro?”. E por falar em história de um casal que se conhece em uma noitada e vai parar na cama de um motel e conversa a noite inteira e faz sexo, não é que uma peça que estreia hoje em Belém tem a mesma história? No espetáculo “Tudo pode acontecer”, de Fabrício Bezerra, a história é exatamente a mesma. Mas, segundo o autor de mais um remake – desta vez para os palcos –, a peça tem um diferencial por “ter uma pitada do Pará e de Minas Gerais”. Sim, o filme (os filmes?) foi “regionalizado”. Fabrício diz ainda que é uma peça que mostra “se eles vivem um grande amor ou voltam para a vida comum. É uma reflexão, que mostra que temos que ser felizes nos pequenos detalhes da vida”.

A atriz Maíra Monteiro é quem atua ao lado de Fabrício Bezerra, na história em que um mineiro e uma paraense se encontram em uma boate no Rio de Janeiro e bem, o resto da história você já sabe.

SERVIÇO:

Peça “Tudo pode acontecer”, com direção de Luiz Fernando Vaz. De hoje até dia 20, todos os sábados e domingos, às 20h, no Teatro Cuíra (Tv. Riachuelo esquina com 1º de Março). Informações: 8202-2945. (Diário do Pará)

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