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Sexta-feira, 18/09/2009, 08h55

Presidente do Remo decide vender o Baenão

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Presidente do Remo decide vender o Baenão
O Baenão pode deixar de ser o caldeirão remista em breve

Quem paga mais? No que depender do presidente do Remo, Amaro Klautau, o estádio Evandro Almeida, no auge de seus 92 anos de idade, deve deixar de ser patrimônio do Clube do Remo nos próximos meses. A ideia do mandatário é vender a casa do Leão, com valor estimado, segundo ele, em R$ 40 milhões. O dinheiro arrecadado com o negócio seria destinado ao pagamento de dívidas com a Receita Federal, Justiça do Trabalho, construção de um novo estádio e um centro de treinamento.

Segundo Klautau, a proposta é viável e tem tudo para sair do papel. “Pelo que pesquisamos, o Baenão vale hoje em torno de R$ 40 milhões. Com a venda do patrimônio, pagaríamos as dívidas do clube, que hoje giram em torno de R$ 15 milhões, e teríamos dinheiro suficiente para construir um estádio novo e o nosso tão sonhado centro de treinamentos”, justificou. Amaro Klautau pretende fechar negócio em no máximo um ano.

O gestor remista já estaria negociando com eventuais interessados em fechar negócio com o Leão. Ele e um grupo de conselheiros estariam conversando com duas empresas para viabilizar a venda. O mais difícil a partir de agora seria convencer a maioria dos 138 conselheiros hoje ligados ao clube a aprovar a proposta. Dentro do que rege o estatuto do clube, a negociação de patrimônio só pode acontecer mediante a aprovação deles.

Como uma forma de tranquilizar o Fenômeno Azul, Klautau garante que o clube só entrega a chave do Baenão para o comprador do estádio quando a prometida “nova casa” azulina estiver pronta. “Não podemos nos precipitar e passar adiante um patrimônio nosso de bandeja. Estamos brigando para nos tornarmos uma equipe competitiva, pronta para disputar novamente as divisões principais do futebol brasileiro. Esperamos nos mudar para um lugar mais espaçoso e planejado em breve”.

Amaro Klautau garante que até mesmo o Leão de pedra, maior símbolo do Remo hoje dentro do Baenão, seria deslocado para o novo estádio. “Estamos pensando no futuro do Remo e principalmente no amor que nossos torcedores têm pela agremiação. O Remo precisa se modernizar e pagar suas dívidas”.

Fenômeno Azul está desconfiado com possível negociação do estádio remista

O que o torcedor azulino acha da eventual venda do Baenão? Alguns veem a ideia como algo plausível, que pode ajudar o Remo a voltar a ser um clube respeitado no cenário do futebol brasileiro. Outros olham torto para a ideia apenas por não crer que o clube consiga realizar algo grandioso depois de chegar ao ponto de ficar de fora até mesmo da Série D.

Para o aposentado Afonso Cardoso, 66, vender o estádio por vender não vai adiantar muita coisa se uma arena nova não for construída. “Não queremos ficar como o Corinthians, que não tem estádio para jogar e pede emprestado o Pacaembu. Toda grande equipe tem que ter um estádio para enfrentar seus adversários. Se vender o Baenão, tem que construir outro estádio”, observa.

“Nunca fizeram nada grande pelo Remo. Se isso acontecer agora vai pegar muita gente de surpresa. Estava mais do que na hora de alguma coisa desse tamanho acontecer. O máximo que conseguimos em 105 anos de história foi levantar a taça de uma Série C. Pela nossa história isso não é justo”, ressalta o vendedor Carlos Silva, 42.

O cirurgião dentista Itamar de Souza, 41, diz que confia na atual gestão, mas desconfia da possibilidade de construir um novo estádio de uma hora para outra. “É provável que fique só na vontade, como tantos outros planos feitos pelos nossos dirigentes. Quem sabe eles quebram a nossa cara dessa vez e possamos em breve receber grandes equipes do futebol brasileiro em um novo caldeirão?”, indaga.

Condel aprova proposta, mas com restrições, e pede cautela

O Conselho Deliberativo do Clube do Remo ainda não tem uma resposta para a proposta do presidente do clube, Amaro Klautau, quanto à possibilidade de venda do estádio Evandro Almeida, o Baenão, para o pagamento de dívidas do clube, construção de um novo estádio e de um centro de treinamentos. Ainda assim, Felício Pontes, presidente do Condel remista, já acena positivamente para a ideia.

Segundo Felício Pontes, não há como bater de frente com a problemática financeira do clube. “A dívida do Remo hoje apresenta números difíceis de superarmos. O mais complicado é saber que durante os últimos anos ninguém se mobilizou para tirar o clube dessa situação. Acredito que se a venda do estádio se concretizar, temos tudo para sair do fundo do poço”, analisa.

Felício alerta para a necessidade de o negócio acontecer, se aprovado, com toda a cautela possível. “Primeiro, a procedência e a entrada do dinheiro nos cofres do clube precisam ser fiscalizadas por conselheiros, beneméritos e grandes beneméritos. A aplicação do dinheiro tem que ser feita corretamente também. Se todos os cuidados forem tomados, temos tudo para sair do vermelho e voltar a conquistar títulos importantes”.

É provável que nos próximos dias as reuniões para discutir uma eventual venda do Baenão sejam marcadas. “Mesmo com a pressa que o Remo tem para ter um bom estádio, voltar a ter uma equipe forte, a melhor do Norte do Brasil, é preciso agir com paciência. Se metermos os pés pelas mãos de nada vai adiantar o esforço do presidente ou de qualquer pessoa que queira fazer bem ao Remo”, alerta.

Vitórias devolvem embalo aos azulinos

Embalado por duas vitórias. Assim o Remo volta a campo no sábado, 19, para enfrentar a seleção de Curuçá, no interior do Pará. Pelo que se viu nos treinos do início da semana, o time deve ser o mesmo que venceu a seleção da cidade de Vigia por 4 a 1, no último sábado, e a seleção de Anajás por 2 a 0, na última segunda-feira. A diferença é que dois resultados positivos consecutivos motivaram ainda mais os jogadores.

Mesmo embalados, alguns jogadores encaram os resultados positivos como obrigação. Pelo menos é o que pensa o meia Levy. “Vencer times do interior, que não disputam competições oficiais, é sempre obrigação. O Remo construiu um nome forte ao longo da história e não pode deixar de vencer equipes amadoras, mesmo quando ainda estamos arrumando nosso grupo”, analisa.

O lateral-direito Neto aproveita o embalo do time para convocar a torcida a comparecer em peso no jogo de Curuçá. “Esperamos que nossos torcedores compareçam mais uma vez lá em Curuçá. Quando disputarmos amistosos dentro de casa e quando a bola rolar para o Campeonato Paraense esperamos que a torcida nos apoie mais ainda”, aponta.

Segundo o atacante Alessandro, saber que o grupo está agradando a comissão técnica e os torcedores deixa o futebol fluir com uma tranquilidade maior. “Os resultados falam por si só e isso já nos deixa tranquilos para nos concentrarmos no trabalho. Fizemos dois bons jogos em Vigia e Anajás e acreditamos que seja possível emplacar mais resultados expressivos nas próximas partidas”, completa. (Diário do Pará)

Comentários Recentes

  • Armênio disse: Comentário postado em 19/09 Sábado às 18:53h "Eu estou desconfiado desses comentaristas, aprovando uma coisa que não conhecem os detalhes. Dizem que o potuguês é burro, mas não vendem seus patrimônios. Eu quero ver esse novo estádio no centro, construído com 10 milhões. Vou tirar o chapéu!!!!!. Aliás, eu soube que só para a prefeitura o clube deve 25 milhões, 15 trabalhista e 6 milhões da fazenda....!!!"
  • Sérgio Paes disse: Comentário postado em 19/09 Sábado às 15:37h "Sou remista de coração, não vejo que esta medida até um tanto descabida e de total descontrole do atual presidente do Clube do Remo. Seja a solução mais viável para os problemas historicos enfrentados pelo clube. Existe a mobilização de todo a raça azulina coisa que o atual presidente não tem força para influenciar, pois é, um politico e todos os politicos cairam no descredito popular, e consequentemene o nosso clube,quer vender o clube, venda primeiro a quele chapéu de boto com o qual desfila vez por outra na avenida nazaré,que poético! "
  • Andre Cardoso disse: Comentário postado em 18/09 Sexta-feira às 23:21h "Até quem fim um PROJETO!!! isso realmente é atitude de pessoas moderna, verdadeiros GESTORES, que estão visando o melhor do nosso clube, não aqueles bando de safados que só fizeram merda. Muito vão criticar esse projeto, pois na maioria são pessoas medrosa e que não tem projeto de vida. Vão pensar GRANDE, pois nós podemos, torcedores do mais querido, vamos apoia esse porjeto, não vamos ser pessimista, vamos olhar pra frente e sair dessa lama. Estadio novo é sinônimo de grandes mudanças. Temos duas opções: 1º tentar e mudar ou ficarmos como esta, esperando surgi uma nova divisão pra gente ficar sendo humilhado pelos Bicholas. "
  • Alcidemar - PB disse: Comentário postado em 18/09 Sexta-feira às 23:10h "Isso cheira mal. Primeiro, Não se faz citação do local para construção do novo; segundo, R$ 40 milhões nas mãos desses homens é um perigo; terceiro, pra alcançar o senário brasileiro é preciso ser campeão paraense; direito na copa do brasil. quarto, o valor q sobra, impossibilita da construção como pretende-se; quinto, esse time não tem perspectivas pra ser campeão; sexto, é mto fácil ganhar no interior; sétimo, é melhor copiar a ideia do atlético paranaense; oitavo, o risco é ficar sem estádio e sem time; nono, jogador de nome trás renda ao clube; décimo, se tdo isso for apenas uma utopia, o adversário é q vai rir. É melhor formar uma equipe forte, pra dar segurança e trazer a conquista, pois o adversário já é fregues mesmo e tem o tabu (isso já amedronta). Por favor, sem precipitação, pois o Leão não merece passar por vexame além doq já mostra. "
  • sergio hailton se disse: Comentário postado em 18/09 Sexta-feira às 22:28h "SERÁ QUE AINDA VAI TER OTÁRIO, PARA COMPRAR UM MANGAL INFÉCTO?"
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