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Segunda-feira, 17/08/2009, 09h13

Lyoto Machida treina para mais um título mundial

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Lyoto Machida, campeão mundial meio-pesado do Ultimate Fighting Championship, 31 anos, treina em Belém para enfrentar o lutador curitibano Maurício “Shogun” Rua.

A luta será dia 24 de outubro, no Staples Center, em Los Angeles, Califórnia, EUA. Esta será a primeira luta de Lyoto depois da conquista do título mundial, contra o campeão invicto Rashad Evans, no UFC 98, com um nocaute de esquerda que não deixou dúvidas quanto a eficiência do Caratê Machida, que surgiu do Caratê Shotokan, em disputas de Mixed Marcial Arts (MMA).

Quando Lyoto surgiu no mundo do MMA, o caratê nunca tinha provado que poderia ser a base de um campeão. Jiu-jitsu, boxe e muay thay sempre estiveram nas origens dos lutadores que mais frequentaram os pódios.

Mas Lyoto completou 15 lutas invictas, nocauteando adversários com golpes de caratê, treinando na academia da família em Belém e não em algum grande centro de treinamento no exterior, cercado de amigos e parceiros de longa data, como seu preparador físico Eduardo Lisboa, que é paraense, conhece Lyoto desde os oito anos de idade, é faixa preta de Caratê Shotokan e ex-aluno de Yoshizo, o patriarca da família Machida. Outro amigo, Laurel, é o principal sparring do campeão. Seu irmão Shinzo é o técnico, comanda os treinos e fica no corner das lutas passando instruções.

Lyoto está concentrado em seus treinamentos para a primeira defesa do título, adiou todos os ompromissos e não atende a imprensa. Mas, com a mesma simplicidade com que luta, abriu uma exceção e recebeu a reportagem do DIÁRIO DO PARÁ para esta entrevista.

Como é seu treinamento?

LYOTO - São seis dias por semana, aqui nesta academia (Apam, no bairro de Nazaré). As segundas, quartas e sextas tem a parte física, que é o treinamento de força, juntamente com a parte de potência, que o treinamento de pliometria.

O que é a pliometria?

LYOTO – É um trabalho de jogar bola, de saltar na caixa, depende do dia, tem a sua devida especificidade. As terças e quintas são os dias que normalmente tem o sparring e a corrida, que a gente faz trabalho aeróbico. O sparring é o que mais se aproxima da

realidade. A gente está todo protegido e treina realmente com vontade mesmo, onde um tenta acertar o outro para simular realmente o dia da luta. A gente faz um pouco mais de chão também, que é a parte específica da luta, em que pode acontecer uma situação de cair no chão, então a gente fecha todas as áreas.

Qual a sua formação?

LYOTO - Sou faixa preta de caratê, terceiro Dan, faixa preta de jiu-jitsu, pelo professor Ricardo De La Riva. De La Riva foi um dos melhores alunos do Carlson Gracie, na década de 80, e formou a escola dele. Isso vem através do Alexei, do Walter Broca, do Michel Menezes, que é professor aqui na academia. Todos esses caras sempre me ajudaram, me dão força, quando eu preciso.

Já tinha uma base de jiu-jitsu?

LYOTO - Eu já tinha, porque eu me programei, eu sempre digo isso para as pessoas. Eu me programei para o que está acontecendo hoje. Eu não caí de paraquedas.

Não tentou ir lá só com o caratê...

LYOTO - Não. Quando eu assisti pela primeira vez o Ultimate Fighting, eu tinha 15 anos, eu disse, poxa, eu quero fazer isso. E vi o jiu-jitsu como uma arte muito eficiente e necessária para uma situação de MMA. Então, para eu usar meu caratê mais tranquilo, eu tenho que aprender o jiu-jitsu. Caso aconteça de eu ir para o chão, eu estou preparado para a situação de eu me livrar e tentar fazer meu jogo em pé. Eu vejo a luta de chão, normalmente, como uma segunda opção para mim.

Mas você já finalizou no chão, não é isso? Com um kata-gatami?

LYOTO - Sim, já finalizei, com um kata-gatami (na luta contra o americano Rameau Thierry

Sokoudjou, no UFC 79). Se a luta se desenrolar no chão, eu tenho também armas suficientes para fazer de igual para igual com muita gente aí.

Quem é seu ídolo no MMA?

LYOTO - Eu gosto muito do Anderson Silva (brasileiro, campeão mundial dos médios pelo UFC), do estilo dele. Gosto muito do Fedor (Emelienenko, russo peso-pesado, campeão do Pride). Gosto muito também do Rodrigo Minotauro. O Fedor estava no Pride, depois foi para o Afliction. Como ambos foram extintos, hoje o UFC é a maior potência dentro do MMA.

Você usa muito o jogo de pernas e o De-ai. Foi assim o nocaute do título?

LYOTO - Normalmente no caratê a gente treina muito a noção de distância. Isso é fundamental na hora da luta, porque você pode ter até uma tonelada de soco, de potência, mas se não atingir o adversário, não vale nada. Essa saída de perna é chamada de Tai-sabaki, que é treinada no judô também. É o chamado jogo de pé, que você sai para um lado, entra no raio de ação do adversário, volta, sai, gira, bate, roda... isso é o Tai-sabaki. Outro recurso é o De-ai, o tempo de luta, em que você normalmente atinge o adversário na hora em que ele não está esperando.

Foi isso que aconteceu com o Evans?

LYOTO - Sim, quando ele saiu de lá eu já antecipei ele. O caratê é voltado em cima do tempo e da distância. Porque o tempo de luta é fundamental. Você pode ver na última luta do Anderson (Anderson Silva, peso médio, derrotou por nocaute o norte-americano Forrest Griffin, na categoria meio-pesado, na 101ª edicão do UFC, dia 9 de agosto), ele não bateu forte, ele bateu no tempo, por isso o cara caiu.

Antes do nocaute, houve um momento da luta em que você derrubou o Evans, com um chute de esquerda e um soco também de esquerda. Foi um Mawashi geri?

LYOTO - Foi um Mawashi geri, seguido de um Oi zuki. Este golpe, até um repórter japonês falou, “mas isso não existe, nunca vi isso”, porque geralmente o cara está esperando o outro lado. Você chuta com um lado e soca com o outro lado. Eu digo: mas aí é que está. O nosso caratê, que é o Machida Caratê, que a gente vem treinando para este tipo de luta, é isso. Você atingir o cara no momento em que ele não está esperando, com um golpe que ele não está esperando, então a gente treinou muito isso, que é o Mawashi geri, seguido de um Oi zuki, quase simultaneamente.

O cara abalou ali...

LYOTO - Abalou, caiu no chão, conseguiu levantar, mas já não veio o mesmo, porque eu já o atingi ali naquele golpe. O tempo certo da luta.

Quais os próximos compromissos?

LYOTO - Vou ficar em Belém até realmente uma semana antes da luta. Neste período eu fico concentrado, procuro não viajar, meu destino sempre é academia, casa, academia. Se tiver que ir a uma clínica de fisioterapia eu vou. Basicamente isso, justamente o que eu chamo de concentração. Às vezes a gente viaja para algum interior, para treinar. Leva a equipe toda e passa cinco, seis dias para treinar, concentrar e render mais ainda, para sair deste estresse aqui na cidade. Então meus compromissos estão todos adiados, só em função da luta. Eu sempre faço isso, três meses antes eu não saio mais, eu só me concentro para a luta. (Diário do Pará)

Comentários Recentes

  • Roberto Sant Anna disse: Comentário postado em 25/08 Terça-feira às 07:47h "Boa sorte Lyoto. Vc merece tudo isso que esta acontecendo com vc.Só nao machuque muito o boa praça Shogun.
    Essa luta nao deveria acontecer...
    "
  • Lorran Luiz disse: Comentário postado em 22/08 Sábado às 17:58h "Confio em Lyoto Machida e mais ainda no Karate Shotokan. Acredito que Lyoto ganhará.

    OSS!!!"
  • Romeu Biasan disse: Comentário postado em 17/08 Segunda-feira às 17:05h "Vai firme cara!!!

    Depois das decepções no futebol, resta aos paraenses torcer por vc dentro do octógono.
    Shogun é um grande adversário, mas se vc impor seu jogo, não tem quem te segure!!!
    Galera de Belém tá toda contigo garoto!!!"
  • elisangela cardoso disse: Comentário postado em 17/08 Segunda-feira às 16:40h "toda a sorte do mundo pra esse verdadeiro guerreiro,um paraense com todo orgulho de nossa terra,que nos fez ter orgulho dele,vá com tudo Machida!"
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