Terça-feira, 19/05/2009, 16h50
O professor Darcel Alves, mestre em Educação pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), lança, no próximo sábado (23), às 17 horas, no Museu do Marajó, a pesquisa “A educação no Museu do Marajó: ver, tocar e contextualizar” e o curta-metragem “É proibido não tocar os saberes no Museu do Marajó”.
O professor Darcel Alves, mestre em Educação pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), lança, no próximo sábado (23), às 17 horas, no Museu do Marajó, a pesquisa “A educação no Museu do Marajó: ver, tocar e contextualizar” e o curta-metragem “É proibido não tocar os saberes no Museu do Marajó”.
O contato dos visitantes com as obras expostas no Museu do Marajó, no município de Cachoeira do Arari, não é meramente contemplativo. A interação das pessoas com os objetos históricos expostos no lugar, segundo o professor Darcel Alves, mestre em Educação pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) e autor da pesquisa “A educação no Museu do Marajó: ver, tocar e contextualizar”, facilita a aprendizagem sobre a cultura marajoara. O estudo sobre a interação dos visitantes com o espaço marajoara será apresentado pelo pesquisador no próximo sábado (23), às 17 horas, no Museu do Marajó.
Na ocasião, Darcel Alves também lançará o curta-metragem “É proibido não tocar os saberes no Museu do Marajó”, de sua autoria. A proposta da pesquisa, que culminou com a produção do filme, era investigar como os visitantes se relacionam com os saberes marajoaras expostos no museu, considerado o guardião da cultura marajoara. “O processo de aprendizagem é lúdico. Ocorre de forma interativa, considerando que a proposta do museu, segundo o padre jesuíta Giovanni Gallo, criador do espaço, é ser um ‘grande brinquedo’”, explica o professor Darcel Alves.
Para desenvolver o estudo, Darcel Alves gravou em vídeos todas as performances dos visitantes do museu em interação com as peças. O professor se apropriou do termo “gabuiagem” para descrever o manuseio das obras. A expressão, cujo significado é o ato de bater na água com a mão para espantar os peixes, é constantemente usada pelos ribeirinhos marajoaras. “No Museu do Marajó, os visitantes têm a oportunidade de ver, tocar e contextualizar, por isso chamei esse processo de gabuiagem, ou seja, a pesca dos saberes marajoaras”, detalha o pesquisador.
História
O Museu do Marajó foi criado em 1972, na cidade de Santa Cruz do Arari, na Ilha de Marajó, pelo padre italiano Giovanni Gallo. Em 1984, depois de ser perseguido politicamente, Gallo instalou o museu no prédio de antiga indústria de extração de óleo vegetal em Cachoeira do Arari. “Com algumas idéias e presentes que recebeu da comunidade local, Giovanni Gallo teve a visão de catalogar e reunir essas peças e, com isso, estimular a valorização da arqueologia da ilha”, conta Darcel Alves.
Serviço: Apresentação da pesquisa “A educação no Museu do Marajó: ver, tocar e contextualizar” e pré-lançamento do curta-metragem “É proibido não tocar os saberes no Museu do Marajó”, do professor Darcel Alves, mestre em Educação pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), no próximo sábado (23), às 17 horas, no Museu do Marajó, no município de Cachoeira do Arari.
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