Quarta-feira, 13/06/2012, 09h01
Por suposto descuido de uma mulher que seria viciada em drogas, uma vela acesa teria provocado um incêndio num casebre de madeira que rapidamente se alastrou e atingiu uma casa ao lado, também de madeira, no início da madrugada de ontem. O incidente ocorreu na alameda Fernando Morais, na passagem Teixeira, Cremação. As chamas destruíram a casa onde se originou o fogo e a casa à direita, que também era de madeira.
A casa à esquerda, de alvenaria, foi atingida pelas chamas, mas aparentemente sem causar riscos à estrutura. O estrago só não foi maior devido à solidariedade da comunidade.A mulher que teria provocado se chama Rosa Costa Araújo. Testemunhas a teriam visto em frente ao próprio casebre no início do incêndio e, logo em seguida, sair dali. Num horário em que a maioria dos vizinhos dormia, dois homens com identidade desconhecida teriam agido rapidamente, e graças a eles as consequências não foram piores.
Passou risco a família do motorista Joilton Albuquerque, 36 anos, que dormia enquanto as chamas ardiam e se espalhavam da casa de madeira ao lado para a antiga casa de madeira dele, onde ficavam guardadas algumas coisas. Ele dormia com a família na nova casa de alvenaria nos fundos do terreno.
Os dois heróis anônimos quebraram parte do muro do pátio da casa de Joilton – a única parte da casa da frente que era de alvenaria. O objetivo era tirar a moto do proprietário, para que o fogo não tivesse contato com tanque de gasolina dela.
Em seguida, eles avisaram o próprio Joilton e depois os bombeiros, numa das bases que fica próximo dali. “A primeira coisa que eu fiz foi passar meu filho de oito anos pelo muro com uma escada.
Depois tentei salvar o que pude”, relatou o motorista, que foi quem mais teve prejuízo.“Nós estávamos todos dormindo quando vimos o tamanho enorme das chamas. O fogo chegou pertinho daqui de casa”, recordou ainda impressionada a dona de casa Eliana do Socorro, 47, que mora bem em frente às casas que pegaram fogo.
Segundo ela, os ventos faziam com que as chamas se aproximassem da casa dela, mesmo porque a viela é bastante estreita. Enquanto contava, ela tocou várias vezes no muro de casa, indicando a alta temperatura em que ficou a construção.CausaSegundo a tenente Patrícia, do Corpo de Bombeiros, o combate às chamas durou cerca de 20 minutos. O processo todo deve ter demorado ao entorno de 30 minutos. “Não podemos apontar precisamente a causa do acidente.
Somente o resultado da perícia poderia responder isso”, explicou. Joilton, compreensivelmente cabisbaixo ao testemunhar o prejuízo que teve, pelo menos no primeiro momento decidiu não solicitar a perícia, pela qual teria que pagar R$ 192,00 ao Estado.Acusada diz que vela foi “plantada” em casa.
Após controlado o incêndio, os proprietários das residências atingidas registraram o caso logo no início da manhã de ontem, na Seccional Urbana da Cremação.
A primeira a chegar à unidade de Polícia Civil foi Rosa Costa Araújo, 32, que vive em uma casa de madeira, na alameda Fernando Moraes. O dono de outra residência, Rogério Serra, que também teve parte da casa atingida, disse que o fogo teria começado na casa de Rosa e se alastrado para a vizinhança.
Diante do delegado Eliezer Machado, ela se defendeu. “Eu não estava na minha casa quando tudo aconteceu. Lá dentro não tenho sequer energia elétrica e botijão de gás. Não sabia de nada, fui trabalhar na venda de bombons e, quando cheguei de manhã em casa, vi tudo destruído”, lamentou.
Para o delegado Eliezer, há indícios de que o incêndio foi acidental. “Segundo informações de outro morador, Rogério Serra, a mulher é usuária de drogas e costuma deixar vela ou candeeiro aceso e vai embora. O que tudo indica é que o candeeiro ou a vela acesa deixada pela mulher na casa caiu no chão e o fogo se alastrou”, afirmou.
Após a perícia do Instituto Médico Legal junto com o Corpo de Bombeiros, será instaurado inquérito policial para apurar a origem do incêndio e de onde foi provocado, se foi acidental ou proposital.
A mulher acredita que o acidente foi criminoso, não da parte dela, mas para atingi-la. “Acho que alguém entrou na minha casa e colocou isso lá. Sou usuária de drogas, sim, mas eu não deixei nada de vela acesa”, reclamou Rosa.“Cabe à Polícia Civil investigar o fato delituoso, mas quem se sentir lesado deverá procurar a justiça cível em busca dos danos materiais reparados.
Entretanto, o que se pode perceber é que essa mulher não tem condições de pagar indenização”, concluiu o delegado.
(Diário do Pará)
Lojas do Tem! (Classificados)
IT Center
Shopping Pátio Belém - 2o piso
Shopping Castanheira - 1o piso
Gaspar Viana, nº 778
Yamada Plaza (Av. Gov. José Malcher)
Yamada Plaza (Castanhal)
Formosa Duque (Subsolo)
Formosa Cidade Nova (Subsolo)
RBA - Av. Almirante Barroso, 2190
Call Center Tem! (Classificados)
(91) 4006-8000
Fale Conosco
(91) 3084-0100
Central do Assinante
(91) 4006-8000
Endereço
Av. Almirante Barroso, 2190
CEP 66095.000 - Belém-PA
Redação
(91) 3084-0119
(91) 3084-0120
(91) 3084-0126
(91) 3084-0100
Ramais: 0209, 0210 e 0211
Copyright 2010 Diário do Pará. Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação.