Domingo, 03/06/2012, 05h44
Carlos Ivanildo Galvão, ex-presidiário de 23 anos, vulgo “Fiote”, foi morto brutalmente com tiros e golpes de faca, na madrugada de ontem, na passagem Liberdade, próximo à rua da Torre, na ocupação Parque Modelo I, bairro do Curuçambá. Segundo testemunhas, a vítima foi atacada dentro da própria casa por dois homens encapuzados, que após invadirem a residência ainda saíram correndo atrás da vítima pelas ruas do bairro.
“Os dois homens ainda correram atrás do ‘Fiote’ por cerca de 600 metros e, quando chegaram a essa passagem, que na verdade é um beco escuro e cheio de mato, eles fizeram os disparos. Além disso, deram pauladas e ainda esfaquearam a cabeça dele”, revelou o sogro da vítima, Francisco Antônio, 44 anos.
Policiais militares que faziam a segurança da cena do crime afirmaram que o ex-presidiário era conhecido na área por uma extensa lista de crimes. “Conforme os relatos que colhemos no local, a vítima era considerada de alta periculosidade no bairro. E, segundo alguns moradores, a especialidade dele era latrocínio. Uma informação que, aliás, foi confirmada pelos próprios parentes dele”, afirmou o cabo Oliveira, da viatura 8308, da 21ª Aisp.
A esposa do ex-presidiário, que preferiu não se identificar, confirmou a versão apresentada pela PM. Segundo ela, Carlos Ivanildo estava com um alvará de soltura há mais de um ano e, durante esse tempo, já vinha recebendo várias ameaças de morte. “O meu marido não era nenhum santo, eu sei disso. Mesmo depois de ter saído da prisão, ele aprontava umas coisas erradas aqui e ali. Mas ele não era tão mau assim, no fundo, no fundo era boa gente e não merecia uma morte dessas”, lamentou.
“Esse já foi tarde”, diziam alguns vizinhos ao redor do corpo da vítima. De acordo com o sogro de ‘Fiote’, Francisco Antônio, a vítima era um dos maiores assaltantes do bairro. “Se a minha enteada vivia com esse homem, não era por falta de aviso. Quem mora por essas bandas sabe o quanto esse ‘Fiote’ era perigoso. E ele não respeitava ninguém, não. Vacilava, ele estava assaltando. Podia ser gente até mesmo da família. Por mim, esse já vai tarde”, afirmou.
Segundo o delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios, todas as características do crime levam a polícia a trabalhar com a hipótese de ‘acerto de contas’. “Pelo que os próprios parentes falaram, essa não foi a primeira vez que a vítima sofreu tentativa de acerto. Só que dessa vez a tentativa se tornou real. Pelo histórico de crimes e pelo grande número de ameaças que esta recebia, não há duvidas de que o homicídio tenha sido motivado por acerto de contas”, declarou o delegado. (Diário do Pará)
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