Quinta-feira, 09/02/2012, 03h46
Quem visitou recentemente o Parque Zoobotânico do Museu Emílio Goeldi deve ter estranhado que alguns espaços de visitação estão fechados ao público. Mas as reclamações em breve darão lugar a uma satisfação maior por parte dos visitantes. Os tapumes que circundam algumas áreas do parque na verdade escondem as reformas que estão sendo implementadas no Goeldi.
Nos próximos três anos, novos espaços serão criados, os antigos recintos dos animais e os prédios históricos passarão por reformas para se adequarem às legislações ambientais e de conservação do patrimônio histórico. Até 2014 serão aplicados cerca se R$ 15 milhões na revitalização do parque.
O trabalho de revitalização teve início em 2006. Prédios como o da Rocinha, a Biblioteca de Ciências Clara Maria Galvão, os chalés João Batista de Sá e Rodolfo Siqueira Rodrigues e o tanque das tartarugas já passaram pelo processo de reforma. Outros ainda estão passando por obras, mas deverão ser entregues ainda este ano ao público. O aquário Jacques Huber (o mais antigo do Brasil), o viveiro das aves brejeiras, o recinto das onças e dos macacos e a reforma do Chalé Andreas Goeldi serão concluídos ainda em 2012.
Uma das obras de maior destaque será a construção do Centro de Exposições Eduardo Galvão, que deverá
iniciar este ano e com previsão de conclusão para 2014. O prédio deverá abrigar exposições permanentes de animais pré-históricos encontrados na região amazônica, tais como a preguiça-gigante e o mastodonte, que fazem parte do acervo do Goeldi.
EXPECTATIVA
O diretor do Museu, Nilson Gabas Jr., explicou que a expectativa é de que se
realizem exposições constantemente no local. “Se mostro a um parceiro que investimos quase R$ 8 milhões na construção deste espaço e que preciso de apenas R$ 1 milhão para realizar uma exposição, fica bem mais fácil de se conseguir o dinheiro para isso”.
Com 117 anos de criação, o Museu Goeldi, uma das raras áreas verdes inseridas no centro de Belém, necessitava dessa reforma. Mas não apenas uma simples reforma e sim uma adequação às legislações atuais impostas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e também do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em relação aos prédios históricos existentes na área do parque.
Havia a necessidade de reformar os espaços do Parque Zoobotânico, uma vez que a última grande reforma à qual o Goeldi foi submetido ocorreu ainda nos anos 80. O plano de reforma do parque foi desenvolvido através de um trabalho de consultoria e planejamento. Foi necessário o levantamento topográfico da área do parque, elaboração do projeto paisagístico e o levantamento do mapa acústico do parque, entre outras ações.
Mas entre todas as ações em andamento no Parque
Zoobotânico, uma chama atenção, pois não estava prevista no projeto de revitalização. Um exemplar de Guajará, árvore que tem mais de 150 anos, precisará passar por um processo de estaiamento. “Não é que ele vá cair, mas existe a possibilidade. Os estudos mostraram que ele poderia partir ao meio e uma das partes atingir um dos prédios. Por isso será feito o estaiamento e isso representa um custo de R$ 250 mil a R$ 350 mil”.
A reforma da casa de Emílio Goeldi também está entre obras a serem iniciadas este ano. Os maiores parceiros do Goeldi neste projeto são a Vale, Petrobras e Finan-
ciadora de Estudos e Projetos (Finep) e conta com o apoio institucional da Fadesp e Iphan. Serão cerca de R$ 4 milhões investidos em 2012 e o mesmo valor em 2013. Os projetos seguem até 2014 e já têm recursos garantidos, mas em fase de captação.
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R$ 15 mi É a previsão de recursos que serão utilizados na revitalização do parque até 2014. (Diário do Pará)
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