Segunda-feira, 30/01/2012, 02h14
Disseram que iam golear, que tinham dancinha para comemorar os gols. Eu tenho doze anos como jogador profissional e sempre respeitei todos os times, todos os adversários. Esse jogo serviu para baixar a bola deles e mostrar que a camisa do Paysandu pesa, que essas estrelas na camisa são de títulos nacionais e isso é para poucos”. O desabafo do volante Vânderson é reflexo do sentimento dos jogadores do Paysandu, após a vitória diante do Clube do Remo, o então líder do Campeonato Paraense 2012. Em quarto lugar, o Papão segue vivo no primeiro turno do certame estadual.
Antes do jogo, a situação das duas equipes era totalmente diferente, porque o Leão ocupava a liderança de forma invicta, enquanto o Papão havia perdido três das quatro partidas disputadas. Devido à campanha de ambos, a pressão em cima dos bicolores era grande, tanto que existia a possibilidade de haver mudanças no atual elenco. Contudo, a vitória no Re-Pa serviu para renovar o ânimo do grupo alviceleste. “Estávamos distantes do pessoal da frente, então isso nos deixava chateados pelas derrotas, porque o time vinha jogando bem, mas infelizmente o resultado não estava a nosso favor. E quando as vitórias não aparecem, alguém vai sobrar, o treinador, às vezes também acontece com o jogador”, explica o técnico Nad.
O treinador do Papão confessa que a equipe precisava apenas da vitória para continuar com pretensões no primeiro turno. Por isso, a comissão técnica e os jogadores assistiram a duas partidas dos remistas, onde puderam notar os pontos fortes e as áreas em que os comandados de Sinomar Naves poderiam deixar espaço aos bicolores. “Trabalhamos em cima disso para tirar proveito dessas brechas. Ganhamos na disposição. Sem tempo para treinar, eu conversei muito com o elenco, desde a volta de Marabá vim com a ideia de mudar a equipe, com jogadores mais baixos, porém mais rápidos. Trabalhamos assim duas vezes, o elenco está de parabéns pela obediência tática e entrega”, reforça o comandante alvi-azul.
Torcida bicolor estava muito ressabiada
Insatisfeita com os primeiros resultados do time no Paraense 2012, a torcida do Paysandu compareceu em menor número no clássico contra o Clube do Remo, no Mangueirão. As bilheterias da área destinada aos remistas registraram o acesso de 16.472 azulinos, enquanto que no outro lado do Olímpico, apenas 10.234 bicolores passaram pelas catracas, demonstrando a desconfiança da Fiel com o time, que foi para o Re-Pa depois de perder três dos quatro jogos disputados.
Apesar da euforia pela vitória, o atacante Heliton aproveitou a ocasião para convocar a Nação Alviceleste a comparecer em massa nas próximas partidas. “Que eles acreditem na gente, porque apesar dos tropeços, é uma equipe jovem, está se acertando, o professor dá oportunidade, a diretoria também, os ‘caras’ acreditam na gente. Só não pode faltar vontade de vencer. É claro que é impossível vencer todas, mas vontade não está faltando”, defende.
Heliton lembra que aconteceram três resultados negativos, mas ressalta que a equipe corre atrás para fazer acontecer o que aconteceu ontem, quando eles venceram e, acima de tudo, convenceram. “Estou feliz por ter feito o gol e por ter jogado bem e ajudado a equipe. Todos jogaram bem. Fomos superiores, criamos várias oportunidades, infelizmente ainda pecamos nas finalizações, mas vamos acertar isso daí”, promete. (Diário do Pará)
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