REDIRECIONAMENTO PARA O DOL - QUANDO O ACESSO AS PAGINAS FOR WWW.DIARIODPARA.COM.BR
Notícias Esporte Você Comunidade

ENCHENTES

Banco da Amazônia tem crédito para as vítimas

Pará
Publicidade

Quinta-feira, 12/01/2012, 02h33

Hábitos do interior em plena metrópole

Tamanho da fonte:

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é quem primeiro “recebe” o freguês na taberna de Maria das Graças. A mãe do menino Jesus, que se destaca entre potes de margarina e embalagens de goiabada, protege quem entra, quem sai e quem fica. É como Maria se sente segura. “Tudo que vale na gente é a fé”, revela a comerciante, fazendo o sinal da cruz e abaixando a cabeça como quem pede uma benção à santa para continuar a entrevista.

Entrar na mercearia de Maria das Graças Martins, 62 anos, é pisar em uma “venda” do interior sem precisar sair de Belém. Farinha, manteiga, sal, trigo, feijão. Tudo vendido a retalho. No entanto, para a dona do comércio, que fica na Marambaia, falta muito para se igualar às tabernas do interior. “As tabernas do interior vendem de tudo. Penico, panela, caneco. Aqui não tem tudo isso”, descontrai Maria das Graças que não vende utensílios domésticos, mas comercializa de balão de festas a querosene.

Como em toda boa taberna, o caderninho de fiado também tem espaço, mas lá ela só escreve o nome dos especiais. “Nunca levei calote. Se perco R$20 por ano é muito, porque eu sei pra quem vender, não é pra todo mundo que a gente abre o caderno, tem que conhecer”, diz, lição de quem tem 37 anos de experiência e usa o trabalho como diversão. “Eu passo o dia aqui, fazendo as contas, atendendo, recebendo mercadoria. Assim me ocupo. Não digo que vou ficar velhinha aqui, mas se for pra sair, vai ser devagarinho”, reflete Maria.

TRADIÇÃO

No bairro de Maracangalha, outra Maria mantém uma tradição interiorana. Da porta da casa de Maria do Rosário Paixão, 63, é possível sentir o cheirinho do chá de capim santo que ela catou no quintal. “É costume de família. Minha mãe nos ensinou a usar remédio natural. Por isso sempre gostei de ter planta em casa, tanto as medicinais como as ornamentais”, explica Rosário, enumerando uma infinidade de espécies mantidas ao pé do muro. “Noni, cana-do-brejo, malvarisco, anador, pirarucu, hortelã”.

Natural de Jussarateua, pequena localidade no município de Vigia, Rosário conta que o velho hábito transporta a imaginação dela para o sítio onde viveu quando criança. “Essa tradição lembra o meu tempo de criança no interior. Brincar, correr, subir em árvore”, conta saudosa a professora aposentada, que conserva o quintal todo calçado com canteiros especiais para uma goiabeira, folhas medicinais, roseiras e um pé de arruda para afastar o mau-olhado. “Nossa religião não permite ter superstição. O padre briga, mas a gente tem. Queria um pé de pião-roxo pra proteger a casa!”, confessa em meio a risos Maria do Rosário.

BRINCADEIRA

No bairro de São Brás ainda é possível encontrar crianças que mantêm vivas as brincadeiras da “época da vovó”. A maioria tem computador e videogame em casa, mas sempre encontra espaço para brincar como antigamente.

Em frente de casa as amigas Beatriz Silva, Ana Clarissa Bentes e Wynne Marceli Farias, 8, e a pequena Andressa de Cássia Oliveira, 6, repetem um ritual no meio da tarde: desenham na rua uma amarelinha, disputam no grito a ordem de participação e pulam de casa em casa até enjoar e passar para outra brincadeira, não menos tradicional.

“A gente também pula elástico e ‘cemitério’”, conta a pequena Bia, enquanto Marceli antecipa: “A minha brincadeira preferida é a pira se esconde porque dá pra brincar muita gente”. De longe, Andressa avista o grupo dos meninos chegando. Mas eles nem ficam. Precisam de um piso regular para iniciar o jogo de peteca que começa com um aviso.

“A gente só joga apostando. Tecô, levô!”, explica Alan Gabriel Prestes, 11. Mesmo na infância, os lugares estão bem definidos. Meninos e meninas até brincam juntos, mas não da mesma coisa. “Quando tem menina a gente brinca de bandeirinha ou ‘cemitério’. Mas se for só menino, é peteca, pipa ou futebol”, deixa claro Jorge Vinicius Costa, 11. “A peteca é boa porque dá pra colecionar e treinar a mira”, resume José Fabrício, 13.(Diário do Pará)

Siga-me

Lojas do Tem! (Classificados)


IT Center
Shopping Pátio Belém - 2o piso
Shopping Castanheira - 1o piso
Gaspar Viana, nº 778
Yamada Plaza (Av. Gov. José Malcher)
Yamada Plaza (Castanhal)
Formosa Duque (Subsolo)
Formosa Cidade Nova (Subsolo)
RBA - Av. Almirante Barroso, 2190


Call Center Tem! (Classificados)
(91) 4006-8000

Fale Conosco

(91) 3084-0100

Central do Assinante

(91) 4006-8000

Endereço

Av. Almirante Barroso, 2190
CEP 66095.000 - Belém-PA

Redação


(91) 3084-0119
(91) 3084-0120
(91) 3084-0126
(91) 3084-0100

Ramais: 0209, 0210 e 0211