REDIRECIONAMENTO PARA O DOL - QUANDO O ACESSO AS PAGINAS FOR WWW.DIARIODPARA.COM.BR
Notícias Esporte Você Comunidade

CAMINHADA

Empregadas domésticas reivindicam em Copacabana

Você
Publicidade

Terça-feira, 13/12/2011, 01h30

Profusão de artes em mostra

Tamanho da fonte:

A identidade cultural paraense é algo que transita entre o ribeirinho, o urbano dos grandes centros, a periferia, o provinciano, o moderno. Múltiplos sinais, múltiplas linguagens. Até o dia 17 de dezembro, uma mostra desse caleidoscópio movimenta a cidade com exposições fotográficas, dança, performances, teatro de bonecos e mais um punhado de possibilidades criativas na programação do Circuito das Artes 2011, promovido pelo IAP. O evento reúne 17 obras que são resultado das Bolsas de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística deste ano, a décima edição do projeto.

Nesta terça-feira (13), o Circuito de Artes apresenta a performance de André de Aquino, “Um passeio pelos campos seria uma viagem pelo mundo: Topografia ou fotografia rasurada na tradução literária da Amazônia em Dalcídio Jurandir”, às 19h, no Auditório do IAP. Em seguida, Luiz Macambira apresenta seu projeto “Lutheria Amazônica – do pau e corda ao pau e fibra, arte e ciência da construção de instrumentos com manejo ecológico”, na Sala de Dança do IAP, às 20h. Entrada franca.

Entre os destaques da mostra, um estudo sobre a obra de Líbero Luxardo, nome fundamental do cinema produzido na Amazônia. O historiador Rodrigo Grilo buscou investigar o discurso político e social por trás das películas assinadas pelo primeiro cineasta a filmar longas com técnicos e atores paraenses, dando vez a roteiros com temas regionais, o que lhe rendeu a alcunha de “Cineasta da Amazônia”.

A pesquisa consistiu na coleta de fontes e informações sobre as ações de Luxardo. Rodrigo se enfurnou nos arquivos da cidade, como na Biblioteca Dr. Acylino Leão, na Academia Paraense de Letras, e na Biblioteca Pública Arthur Vianna nos setores de obras raras, obras do Pará, jornais impressos e microfilmados. Em pouco mais de dois meses coletou informações a partir de entrevistas, textos jornalísticos, poemas, contos, curiosidades sobre o processo de gravação dos filmes, sobre suas ações políticas, números da revista Espaço da que circulou em Belém na década de 1970 (da qual Líbero foi editor-chefe), além de informações sobre os principais acontecimentos da cidade e do Brasil na época.

“Esse levantamento visava conseguir entender o percurso vivido por Luxardo em Belém”, explica Rodrigo. “Pesquisar sobre Líbero Luxardo foi como montar um quebra cabeça, no qual ao realocar uma peça, esta muda a configuração da imagem que estava sendo construída. Cada entrevista, cada fonte encontrada, notas ou comentários trouxeram informações novas e assim também, novas possibilidades de análise e compreensão do seu trabalho”, conta o pesquisador, que iniciou seu contato com a obra do cineasta em 2008, e apresenta o resultado de seu trabalho amanhã, 14, às 19h, no Auditório do IAP.

DANÇA

Do cinema para a dança, a mostra apresenta Tremolê, novo ritmo que aproxima o batuque do carimbó aos frenéticos passos do kuduro, vindo da África. “Me inspirei nas riquezas dos ritmos paraenses, em especial do curimbó, e da batida eletrônica do kuduro que, misturado à forma de cantar dos grandes mestres de carimbó, me levaram a criar o novo ritmo Tremolê”, explica Gleyce Medeiros.

A idéia do projeto surgiu quando a artista participou do Festival de Música Popular Paraense 2010, promovido pela RBA. “Compus para o festival, e naquele momento decidi pesquisar a fundo o nosso ritmo nortista, bebendo nas fontes do município de Marapanim e os grandes mestres do carimbó como Lucindo, Verequete e Pinduca. Misturei o ritmo carimbó do Pará e o ritmo kuduro da Angola resgatando as nossas raízes afro-indigenas, fazendo um recorte da história dos nossos caboclos, dos nossos negros envolvidos na nossa cultura musical que é o ritmo carimbó”, diz Gleyce, que apresenta o novo ritmo amanhã, no Anfiteatro do IAP, às 20h.

A dança também foi pauta de estudo de Marina Mota. O projeto “Dançar o Invisível” se dedica a proporcionar ao bailarino deficiente visual a autonomia no processo de experimentação e criação por meio da dança. “Buscamos as possibilidades de construção da cena estabelecidas por esse corpo que dança, mas não se vê. O foco é no artista com suas potencialidades de criação e re-significação dos movimentos pela dança”, diz a coreógrafa, que se apresenta no dia de enceramento da mostra, 17, também no IAP.

LÚDICO

O ir e vir das marés, o povo simples, o pescador, a mulher que lava a roupa no rio. Imagens bucólicas de um Marajó de hoje que se mantém cercado de traços do passado. “A ilha do Marajó é muito grande, e o projeto nos faz voltar o olhar para lugares que a maioria das pessoas não conhece, como Chaves, uma cidade com uma fauna e flora riquíssimas. As vilas de Nascimento, Arauá, Ganhoão, Arapixi, Cururu,construídas de forma suspensa por causa das estações do ano, no inverno é a chuva e o volume das águas, a pororoca que passa. No verão, o rio seca e vira campo, caminho. A ilha Mexiana com imensos campos verdes, suas trilhas suspensas por dentro da mata”, descreve Glauce Santos, que expõe as xilogravuras do projeto “Meu Diário de Imagens Marajoaras” no Museu Casa das 11 Janelas, dia 17.

O lúdico ronda também o espetáculo “Olhos de Papel de Seda”, que será encenado no próximo dia 17. Baseado nos relatos de crianças sobre manifestações folclóricas da cultura popular como o Boi Malhadinho e o Boi de Máscara de São Caetano de Odivelas, o texto do teatro com bonecos é assinado por Aline Chaves, com consultoria de Ronaldo Silva, do Boi Pavulagem, e Aníbal Pacha, da In Bust Teatro com Bonecos.

“Agrupamos atividades com desenhos e brincadeiras, onde as crianças pudessem expressar o que sentiam e viam diante de uma manifestação popular. A partir disso identifiquei os tipos de papel a serem usados na construção dos bonecos e vários elementos que estão somando para dar início a construção de um espetáculo”, explica Aline, coordenadora e diretora do espetáculo que envolveu crianças do bairro do Guamá, periferia de Belém, e de São Caetano de Odivelas.

“Mas como pesquisa e estrutura de dramática estamos fazendo um Bruno de Menezes. É um auto popular misturado a um auto de natal. É a comédia do boi que a gente quer montar, por isso temos Catirina, vaqueiros e índios entre outras personagens originais da brincadeira do boi, mas também termos cinco estações, ao invés das 12 que pontuam a Paixão de Cristo”, explica David Matos, colaborador que integra a equipe de educadores que atua junto às crianças do projeto.

PROGRAMAÇÃO

TERÇA

André de Aquino

Um passeio pelos campos seria uma viagem pelo mundo: Topografia ou fotografia rasurada na tradução literária da Amazônia em Dalcídio Jurandir

Performance: Auditório do IAP

19h

Luiz Macambira

Lutheria Amazônica – do pau e corda ao pau e fibra, arte e ciência da construção de instrumentos com manejo ecológico

Apresentação: Sala de Dança do IAP às 20h

(Diário do Pará)

Siga-me

Lojas do Tem! (Classificados)


IT Center
Shopping Pátio Belém - 2o piso
Shopping Castanheira - 1o piso
Gaspar Viana, nº 778
Yamada Plaza (Av. Gov. José Malcher)
Yamada Plaza (Castanhal)
Formosa Duque (Subsolo)
Formosa Cidade Nova (Subsolo)
RBA - Av. Almirante Barroso, 2190


Call Center Tem! (Classificados)
(91) 4006-8000

Fale Conosco

(91) 3084-0100

Central do Assinante

(91) 4006-8000

Endereço

Av. Almirante Barroso, 2190
CEP 66095.000 - Belém-PA

Redação


(91) 3084-0119
(91) 3084-0120
(91) 3084-0126
(91) 3084-0100

Ramais: 0209, 0210 e 0211