Sábado, 03/12/2011, 05h57
Um audacioso assalto a agência do Banco do Brasil de Jacundá causou pânico na praça Inácio Pinto, no final da tarde de sexta-feira, 2. Os assaltantes chegaram com reféns policiais, estilhaçaram as vidraças do banco e invadiram a agência. Havia somente funcionários e poucos clientes nos caixas eletrônicos que passaram aproximadamente 40 minutos na mira de armamento de grosso calibre.
Eram um total de oito assaltantes, todos encapuzados e armados com fuzis. Eles chegaram numa caminhonete Hailux azul escura e já com três policiais militares como reféns. Segundo o cabo Irandi, quando a guarnição realizava patrulhamento rotineiro no bairro José Rasteiro, foi surpreendida pelo veículo com os assaltantes. “Quando percebi foi com o carro praticamente em cima de nós, ai nos renderam”, relatou.
Era por volta de 17hs40 minutos quando a guarnição militar foi abordada pela quadrilha. Do bairro José Rasteiro, os assaltantes seguiram em direção a agência bancária, localizada próximo à praça Inácio Pinto. Quando chegaram ao banco, parte da quadrilha invadiu a agência e outra permaneceu à frente do banco com vários reféns. Para intimidar os policiais, o bando promoveu um intenso tiroteio, o que causou correria na região central da cidade, com diversos estabelecimentos comerciais fechados.
A quadrilha permaneceu por mais de 30 minutos no interior da agência. Funcionários foram obrigados a abrir os caixas eletrônicos e também o cofre do banco. Nesta semana teve início o pagamento de servidores públicos municipais, o que teria despertado o interesse da quadrilha. O montante do dinheiro roubado não foi divulgado nem os prejuízos materiais causados ao banco. Inclusive, vários malotes foram instalados.
O policial militar Clayton Farias, do comando de Jacundá, saiu ferido no intenso tiroteio. Segundo ele, o tiro partiu de uma das armas da quadrilha. O projétil teria atingido o piso da agência e desviado em sua direção. “Desacordei no momento, porém, com um ferimento de raspão”.
Na fuga, o bando saiu com os mesmos veículos e com reféns, entre eles três policiais militares. Tanto os PMs quanto os civis foram deixados a cerca de 10 quilômetros, na rodovia PA-150, por onde fugiram em direção à Goainésia do Pará ou embrenharam-se em alguma vicinal que chega a outras cidades, como Rondon do Pará e Breu Branco. A viatura militar também foi abandonada, porém, com um pneu perfurado à bala.
CERCO
Reforço das cidades de Goianésia do Pará e Nova Ipixuna, além da Polícia Rodoviária Estadual estão no encalço da quadrilha, que, de acordo com o tenente Rogério, responsável pelo 18º Comando da PM, estaria numa fazenda nas mediações territoriais de Goianésia, divisa com Jacundá. (Diário do Pará)
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