Quarta-feira, 23/11/2011, 07h27
A Frente em Defesa do Pará contra a Criação do Estado do Tapajós continua hoje com a mobilização nas feiras de Belém, distribuindo material de campanha e intensificando o corpo a corpo com populares. “Nossa campanha está esquentando e se espalhando pelo Estado inteiro. Quanto mais os separatistas mentem e falam mal do nosso Estado, mas adesões conseguimos. É combustível para a nossa campanha”, garante o deputado Celso Sabino, um dos coordenadores da frente contra o Tapajós.
Às 10h, integrantes da Frente realizam palestra sobre a divisão do Estado, em Acará. Às 18h30 ocorre uma reunião contra a divisão do Estado em Concórdia do Pará. Amanhã à tarde a coordenação de campanha reúne com a equipe de marketing para avaliação do trabalho e, à noite, será realizada uma plenária no bairro do Tapanã.
Amanhã haverá o lançamento da campanha contra a divisão em Mocajuba, às 10h. Na Faculdade Paraense de Ensino ocorrerá o “1º Seminário Acadêmico: esclarecer para decidir”, das 19h às 21h30. Sabino criticou a postura das frentes que desejam dividir o Pará. “A equipe do outro lado faz pesquisa de opinião instantânea durante o programa eleitoral e estamos vendo que cada dia é colocado um programa diferente. Isso mostra que o que vem sendo feito não está dando certo”.
CARAJÁS
Das telas do computador eles passaram para as praças e as ruas pregando contra a divisão territorial do Estado. Ontem à noite, a atuação virtual se concretizou mais uma vez quando os integrantes do Resistência 55 promoveram a “Audiência Pública Popular Resistência em Defesa do Pará”, onde os integrantes do grupo - com mais de 16 mil seguidores na internet – debateram sobre as desvantagens da separação. O evento foi realizado à noite, na sede da Escola de samba a Grande Família, reunindo desde estudantes a líderes comunitários e sindicais. Eduardo Cunha, coordenador do Núcleo Resistência 55, disse que a ideia é fazer o internauta deixar de ser um mero espectador e passar a ser “protagonista” e dar mais “legitimidade” à participação popular. O jornalista Carlos Gondim diz que a “resistência é pacífica”. Ele conta que tudo começou no facebook que servia para reunir os internautas que partilhavam da mesma ideia contrária à divisão do Estado.
O presidente do Conselho Regional de Economia , economista Eduardo Costa, apresentou painel sobre os aspectos econômicos da divisão. Ele afirmou que o Resistência 55 é um movimento que exige mudanças no modelo econômico concentrador de renda e é a favor de uma redefinição do pacto federativo. Dividir, segundo ele, citando estudo do economista Rogério Boeri, do Ipea, representará aumentar o déficit público do Pará para 16%. O Tapajós já nasceria com um déficit de 51% e Carajás com 23%. (Diário do Pará)
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