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Empregadas domésticas reivindicam em Copacabana

Pará
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Quinta-feira, 17/11/2011, 08h58

Pará tem quarta pior renda do Brasil

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A desigualdade de renda no Brasil ainda é muito acentuada, principalmente quando comparados os dados das regiões Sul e Sudeste com o Norte e o Nordeste. Os resultados do Censo Demográfico 2010, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, embora a média nacional de rendimento domiciliar per capita fosse de R$ 668 em 2010, 25% da população recebia até R$ 188 e metade dos brasileiros recebia até R$ 375, menos do que o salário mínimo naquele ano (R$ 510).

No Pará, a renda média per capita é de R$ 383, uma das mais baixas do país, ficando à frente apenas de Alagoas (R$ 378), Piauí (R$ 367) e Maranhão (R$ 319). O maior rendimento no Pará é de R$ 463 e o menor de R$ 196. Em Belém, a renda por pessoa é maior que a do Estado - R$ 697, a média, R$ 701 o rendimento mais alto, e R$ 271, o menor.

Os mais altos rendimentos médios domiciliares foram os das regiões Centro-Oeste e Sudeste, que ficaram próximos, com diferença de menos de 1%, vindo em seguida o da região Sul. Em patamares mais baixos ficaram os das regiões Nordeste e Norte, que representaram 55,5% e 67,5%, respectivamente, daquele da região Centro-Oeste.

Nas unidades da Federação, o rendimento médio mensal domiciliar do Distrito Federal foi destacadamente o mais elevado, seguido por São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro. No outro extremo, ficaram os do Maranhão e Piauí.

GÊNERO

A diferença de rendimento entre homens e mulheres também chamou a atenção nos números divulgados. Apesar das mudanças no mercado de trabalho, cujos cargos de confiança passaram a ser delegados também às mulheres, o estudo indicou que, na média brasileira, os homens recebem 42% mais que as mulheres.

Em média, o salário mensal pago aos homens é de R$ 1.395 contra R$ 984 para as mulheres. No Pará, esta relação é de R$ 941 pago aos homens contra R$ 720 às mulheres. Nos municípios com até 50 mil habitantes, a diferença salarial chega a 47%. A média salarial mensal paga em 2010 para homens chegava a R$ 903 contra R$ 615 para mulheres.

DESIGUALDADES

Os resultados do Censo Demográfico 2010 mostram que a desigualdade de renda ainda é acentuada no Brasil, apesar da tendência de redução observada nos últimos anos e metade dos brasileiros recebia até R$ 375, menos do que o salário mínimo naquele ano (R$ 510).

Abaixo do Mínimo

Embora a média nacional de rendimento domiciliar per capita fosse de R$ 668 em 2010, 25% da população recebiam até R$ 188

Mulheres ainda ganham menos

Se ganham menos, porém são as mulheres que predominam nas principais regiões do país, com exceção do Norte. No Brasil, a proporção é de 96 homens para cada 100 mulheres. No Norte, onde residiam, em 2010, 15.864.454 habitantes, a proporção é de 101,9 homens a cada 100 mulheres.

Na faixa de 20 a 34 anos, por exemplo há predominância feminina, especialmente no Distrito Federal -onde há 91,5 homens para 100 mulheres - e nos Estados de Alagoas (92,8), Sergipe (94,6), Pernambuco (94,8) e Rio de Janeiro (95,5). No outro extremo, Mato Grosso (107,0), Santa Catarina (102,0), Rondônia (101,2) e Pará (100,3) são os Estados com maioria masculina nesta faixa de idade.

Por outro lado, nos municípios brasileiros menos populosos, com até 20 mil habitantes, o número de homens ultrapassa o de mulheres de forma evidente. Em 20 dessas cidades, localizadas principalmente no Estado de São Paulo, a população masculina supera em pelo menos 30% a feminina.

De acordo com o estudo, no caso das cidades paulistas, esse fenômeno pode ser explicado, em parte, pela instalação recente de penitenciárias masculinas. Em Balbinos, por exemplo, a criação de dois presídios na última década fez a população local saltar de 1.313 para 3.702, entre os dois últimos censos do IBGE (de 2000 e 2010). A proporção da presença masculina acompanhou o movimento e passou de 106,1 homens para grupo de 100 mulheres, em 2000, para 428,8 homens para cada 100 mulheres em 2010.

O levantamento destaca que os outros municípios, localizados nos Estados do Pará, de Pernambuco, Santa Catarina e Mato Grosso, no entanto, já apresentavam uma concentração maior de homens no início da década, tendo sido acentuada ao longo dos anos.

É o caso de Cumaru do Norte, no Pará, que já em 2000 registrava 129,9 homens para 100 mulheres e aumentou a razão de sexo para 138,7 homens para cada centena de mulheres.

No outro extremo, entre as 20 cidades com maior concentração de mulheres, 12 são capitais. Belém se destaca entre elas, com uma diferença de 89,7 homens para cada 100 mulheres na capital. Outras oito capitais estão localizadas na região Nordeste, três na Sudeste e uma na Sul.

PRETOS

Com relação à raça, a Bahia é o estado que tem a maior população que se declara como preta no Brasil, com 3,11 milhões de pessoas, 17,1%. Entre os pardos, os Estados com as maiores proporções são o Pará (69,5%), o Amazonas (68,9%) e o Maranhão (66,5%). Roraima tem a maior população indígena do Brasil (11%).

Das 20 cidades com a maior proporção de brancos, todas estão na região Sul. São eles: Santa Catarina (84%), Rio Grande do Sul (83,2%) e Paraná (70,3%). Os Estados que possuem menos brancos estão na região Norte, com Roraima (20,9%), Amazonas (21,2%) e Pará (21,8%).

Caiu acesso no Norte ao saneamento

O Norte foi a única região do país a registrar queda no número de residências com rede de esgoto na área urbana, sendo que no Pará, de acordo com o censo, apenas 40% da população da área urbana tem acesso a saneamento básico. Na área rural, a situação ainda é pior: de cada 100 residências, apenas nove têm acesso a esgotamento sanitário.

Entre 2000 e 2010, a proporção de domicílios cobertos por rede geral de esgoto ou fossa séptica passou de 62,2% para 67,1% em todo o país. O mesmo se deu em quatro das cinco regiões, com exceção da Norte, onde o aumento de dois pontos percentuais na área rural (de 6,4% em 2000 para 8,4% em 2010) não foi suficiente para compensar a queda de 6,1% ocorrida nas áreas urbanas (de 46,7% para 40,6%).

Os números integram os Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgados ontem pelo IBGE. O levantamento faz uma análise do Censo 2010, focando em temas como aspectos demográficos, educacionais, de saneamento e do perfil de distribuição dos rendimentos nos municípios brasileiros.

A despeito das ainda precárias condições sanitárias e de abastecimento de água existente em grande parte do território nacional, houve alguns avanços no Pará. Foi reduzido o número de domicílios que não tinham banheiros: mais da metade das pessoas que não tinham o equipamento passaram a ter na última década. Em 2000, dos 1.309.033 domicílios no Pará, eram 157.745 domicílios sem banheiro. Em 2010, nos 1.859.165 domicílios, o número caiu para 77.866, uma variação de 50,6%.

Por outro lado houve uma redução dos domicílios com fossas sépticas, que são unidades de tratamento primário de esgoto doméstico: passaram de 397.039 em 2000 para 388.597 em 2010, resultando numa variação negativa de 2,1%. “Essa redução dos domicílios servidos por fossa séptica muito provavelmente ocorreu pelo aumento verificado na rede geral, que transformou a condição desses domicílios”, destaca Antônio Pinheiro Naia, gerente de planejamento e supervisão do IBGE em Belém.

E os dados confirmam: em 2000, apenas 96.890 domicílios paraenses estavam interligados à rede geral de esgoto ou pluvial. Dez anos depois, os domicílios ligados à rede no Estado eram 189.398 (95,5%).

Outra boa notícia: a quantidade de domicílios sem água canalizada diminuiu. Em 2000, eram 483.008 (36,09%) e em 2010, 473.761 (25,5%). Do total que tinham água canalizada em pelo menos um cômodo, eram 617.254 (74,8%) em 2000, passando para 1.221.732 (88,2%) em 2010.  (Diário do Pará)

Comentários Recentes

  • C.Carvalho disse: Comentário postado em 18/11 Sexta-feira às 09:01h "AI VC DIVIDE E FICA SEM NADA, DAI VAI FICAR MENDIGANDO PARA O CONGRESSO ... EI ME DÁ UM DINHEIRINHO PRA EU REFORMAR UMA RODOVIA,PRA EU CONTRUIR UA ESCOLA MINICIPAL, PRA EU ISSO PRA EU AQUILO, PORRA JA NÃO TEM! AINDA QUER FERRAR MAIS AINDA RAPA?"
  • Carlos disse: Comentário postado em 17/11 Quinta-feira às 17:09h "O que diz Marcio Miranda, Zenaldo Coutinho e outros contrarios a divisão do estado após uma matéria desta! Para que ser grande para ser o maior em miséria? Divisão Já, sim, sim, sim, vamos tentar mudar este panorama, do jeito que tá so vai piorar."
  • Wachiton Ferreira Mota disse: Comentário postado em 17/11 Quinta-feira às 10:25h "Isso é uma vergonha! 0 Pará é o segundo estado da nção na balança comercial e o povo é um dos mais pobres do brasil, conforme o IBGE o estado do Pará só ganha dos miseraveis Alagoas, Piaui e Marnhão. De que adianta ser o "Colosso Tão Belo e Tão Forte", e o nosso povo não tem assitencia em saúde, educação, segurança e transporte. De que adianta termos o Projeto Carajás se quem leva vantagem e o Maranhão com o porto de Itaqui, de que adianta termos a Hidreletrica de Tucurui se nós pagamos a energia mais cara do brasil, de que adianta construir Belo Monte se toda energia será levada para o Sul e Sudeste do Brasil. É hora de mudar essa situação o SIM é a unica solução, se dividir não vai melhorar com certeza pior do que está não pode ficar, mas pelo menos tentamos."
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