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Papão tem hoje a chance de uma conquista nacional

Pará
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Domingo, 13/11/2011, 07h27

Plebiscito com gosto de primeiro voto

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Há quem diga que os jovens de hoje não se envolvem em política como os de antes. Outros afirmam ainda que votação no Brasil só tem participação massiva porque é obrigatória. Mas, o que leva eleitores entre 16 e 18 anos, cujo voto é facultativo, a se posicionarem quanto à divisão do território paraense e afirmarem que vão às urnas opinar? E como aqueles que vão encarar as urnas pela primeira vez estão encarando este momento histórico para o povo paraense? Para colher essas impressões, o DIÁRIO ouviu jovens eleitores nas três regiões envolvidas no debate, no sul, oeste e da capital - nas quais até as escolas de Ensino Médio já começam a ser tomadas por discursos ideológicos prós e contra à criação das novas unidades federativas.

O Pará tem 334.005 jovens eleitores com este perfil, aptos a votar no plebiscito do dia 11 de dezembro. Basta apenas que eles queiram - e pelos dados do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, a vontade é refletida em números. Até setembro deste ano, foram emitidos 134.667 títulos de eleitores de primeira via.

A jovem Cristina Vasconcelos, 17, faz parte desta estatística. Ela tirou o documento em outubro, devido a proximidade da maioridade, e vai encarar o plebiscito como a primeira oportunidade de fazer valer sua opinião. “Nós somos responsáveis pelas escolhas, opinar neste momento é mais que um dever cívico, é um exercício de cidadania.”, disparou a moça.

Ao lado do namorado, Albert Abud, 18 anos, que também vai votar pela primeira vez, ela conta que ensaiam desde o colégio a participação em atividades democráticas. “Sempre acompanhamos eleições para o conselho escolar e delegado de congresso estudantil. Nos sentíamos fazendo nossa parte”, diz Cristina. Já Albert acredita que este é o melhor momento para estrear como participante do maior símbolo da democracia no Brasil, o processo eleitoral. “Estou ansioso para dar o meu voto no plebiscito. Até então não havia tirado meu título porque não estava satisfeito com o trabalho dos políticos, mas a proposta de divisão reacendeu uma chama dentro de mim para participar mais ainda deste movimento e ano que vem escolher quem eu quero que me represente”, justifica.

Quando está em jogo uma proposta que vai atingir diretamente a população - neste caso a divisão territorial do Pará -, alguns jovens sentem-se mais à vontade em opinar, debater e discorrer por horas sobre o assunto. Pelo menos esse é o caso dos jovens de uma escola em Santarém, que se uniram e foram em cada sala da instituição falar da importância da emissão do título de eleitor e da participação no plebiscito. “Chegamos a ensinar como tirar o documento. Realizamos até uma oficina sobre o assunto para que todos tivessem acesso”, conta a estudante santarena Wanessa Matos, 16. Ela cursa o segundo ano do Ensino Médio e está ansiosa pelo momento de votar na consulta.

Wanessa acha importante que o voto para pessoas com a mesma idade que ela seja facultativo, mas afirma que gostaria que as pessoas desta faixa etária com consciência política participassem de todos os processos eleitorais. “Tenho acompanhado os debates, estou com meu posicionamento formado e embasado”, anima-se.

Por outro lado a amiga Isabelle Okada, 16 anos, que também reside em Santarém, vai continuar acompanhando com cautela as campanhas na TV e no rádio. “Espero que os discursos sejam pautados no povo e na vontade deles e não em interesse político”, cobra Isabelle, que tirou o título especialmente para este período.

Mailson Tavares Furtado, 19, tem certeza que seu voto vai fazer a diferença na decisão de se criar os novos Estados de Carajás e Tapajós. Nascido em Tucuruí, no sudeste do Pará, ele tem plena certeza sobre sua opinião. E embora não tenha conseguido responder sobre o dia do plebiscito (ele respondeu que seria 18 de dezembro), o tucuruiense garante que vai exercer seu dever de cidadão.

O rapaz, que mora com os pais, acha certo o voto para o plebiscito ser obrigatório a todos os paraenses. “Vou acompanhar todos os programas eleitorais porque acho importante. Nos programas eles explicam as vantagens e desvantagens da divisão ou não do Estado”, garante Mailson.

Daniele Torres da Rocha Sousa, de 16 anos, mora em Marabá, e também vai votar no plebiscito do dia 11. Ela fez questão de tirar o título de eleitor e votar, dando sua opinião, mesmo que não seja obrigada ainda. Para a estudante do segundo ano do Ensino Médio, maranhense de Grajaú, cada opinião será importante, principalmente a dos jovens. Para ela, o futuro está mais em jogo no plebiscito da divisão do que nas eleições majoritárias, que num ciclo de quatro anos se renovam. “Talvez meu voto faça a diferença, mas não acho certo ser obrigatório no plebiscito, porque muitas pessoas não têm consciência”, destaca a estudante.

Daniele gosta de assistir as campanhas das frentes pela TV. “Assisto para ter mais conhecimento sobre o plebiscito, para saber se a minha decisão é realmente certa, se o que eu estou pensando vai acontecer”. A estudante diz que, em sua opinião, hoje seria a favor da divisão, mas ainda tem suas dúvidas. (Diário do Pará)

Comentários Recentes

  • Miguel Angelo disse: Comentário postado em 02/12 Sexta-feira às 17:58h "Sinceramente, a falta do que fazer impera em nossos mentores políticos. Isto se assim puderem ser chamados, mentores acho demais para essa mediocridade toda.
    No próximo dia 11/12, o povo paraense será DEMOCRATICAMENTE OBRIGADO a votar contra ou favor da divisão do Pará em dois estados federativos.
    Dois fatores devem ser observados neste caso:
    Primeiro, que porcaria de democracia é esta capaz de obrigar o povo a votar? Democracia não seria a decisão, inclusive de não votar? Ou este modelo herdado do militarismo está correto e é democrático obrigar a votar? Quem decidiu que eu sou obrigado a votar?
    Segundo, pra quê insitituir mais um estado? Pra gente pagar mais um governador pra ele nos roubar? Pra gente pagar mais um monte de deputados pra eles nos roubarem?
    A Europa se uniu e a União Européia fiscaliza os países os quais, em sua maioria, são menores que muitos de nossos estados e mais ricos que o Brasil, ao passo que um estado como o Pará, ao invés de buscar a união com os demais estados do norte, busca a divisão.
    Com todo o sentimento do mundo posso dizer que o povo pobre, aquele capaz de acreditar nessa medíocridade toda, e isto deve haver sido iniciado por DEM, PSDB e outras p"
  • paulista disse: Comentário postado em 15/11 Terça-feira às 23:38h "Ei, sou paulista e MT contra a divisão >:( não se trata de qual estado são mas sim dos interesses q estão em jogo. tb não acho justo só os paraenses votarem, afinal o Pará é do Brasil todo. "
  • marco disse: Comentário postado em 15/11 Terça-feira às 23:17h "so uma perguta,porque essas duas regioes sao praticamente abandonadas,esquercidas pelos governantes do pará,o povo deve olhar q os povos daquelas regioes sao os mais sofridos, e q os mais interesados na divisao do pará sao os politicos q dividido ou ñ o pará eles sempre sai ganhando."
  • TORNADO disse: Comentário postado em 15/11 Terça-feira às 05:41h "Realmente e um desperdiço de dinheiro publico nesse plebiscito.O dinheiro que vai ser usado no plebiscito deveria ser usado na educação do povo.Os politicos que desejam a divisão do nosso estado só querem tirar proveito da riqueza do nosso estado em beneficio próprio.
    Por eles não fazem um plebiscito para ver se devemos ou não dar aumentar os salarios para os professores,médicos,funcionarios publicos etc.
    "
  • Sebastião Lameira disse: Comentário postado em 14/11 Segunda-feira às 11:26h "Os aproveitadores, como de costume, ja começaram seu programa com mentiras e ainda usando uma paraense da terra para propalar seus feitos gananciosos. Mostrem a cara de quem quer a divisão! São Goianos, Paranaenses, Gauchos, Capixabas, Paulistas, Sulmatogrossenses, Baianos, Mineiros. Mostrem a cara de voces que sempre hulmilharam o povo da terra, tratando-nos com desprezo, hulmilhando-nos por nossa cor, nossos cabelos, nossa culinária e até costumes; e agora falando "macio e educadamente" querem a divisão do nosso estado. Todo o estado sabe que voces fizeram das fazendas que muitos conseguiram através de grilagem de terras, local trabalho escravo. Este é o povo(invasores) que quer que
    os apoiemos na divisão do nosso Pará. Diga não a divisão,lasque 55 neles."
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