Terça-feira, 18/10/2011, 00h19
Do ballet clássico à dança de salão. Da criança à terceira idade. Dança que rompe limites físicos. Dança para se divertir. Essa é a proposta do Dança Pará Festival, um encontro democrático que comemora a sua 20ª edição, de 21 a 26 de outubro, em diversos espaços culturais e turísticos de Belém. Estão confirmadas cerca de 100 companhias de dança da capital, do interior e de outros estados, incluindo grupos de dança oriundos de projetos sociais, bem como os que trabalham com pessoas com deficiência, com destaque para a Cia. Eficiente de Dança, de Teresina (PI), convidada especial para o evento.
Dirigida pelo bailarino e coreógrafo Valdemar Santos, a Cia. Eficiente mostrará coreografias de dança contemporânea executadas por três de seus integrantes. Arte-educador de formação e pesquisador do corpo em movimento, Santos também dirige a Cia. Equilibrio e conta que já trabalhou a dança com crianças e adolescentes da periferia de Teresina e atualmente desenvolve, em parceria com a Associação dos Cadeirantes de Teresina, o Projeto Dança Eficiente, que resultou na criação da companhia.
“Ao longo da história da humanidade, a dança tem sido um importante veículo de integração social. É nesse sentido que a Cia. Dança Eficiente, formada por pessoas com ou sem deficiência física, busca exercer o direito à cultura e à cidadania”, diz Valdemar, que também dançará um solo contemporâneo pela Cia. Equilíbrio, da qual também é
diretor.
A dança contemporânea, aponta o diretor, é um segmento moderno que tem como fonte de pesquisa o mundo em que vivemos, tornando-se, desta forma, um importante veículo de comunicação e inclusão. No Brasil, já existem diversos trabalhos voltados à pessoa com deficiência e a Cia. Dança Eficiente, pioneira no no Piauí, tem obtido excelente repercussão em todo o país, proporcionando à pessoa com deficiência sua inserção social através da arte.
A companhia, diz Valdemar, nasceu com este intuito de criar oportunidades para pessoas com deficiência mostrarem seu potencial artístico através da arte da dança contemporânea e suas expressões, contribuindo para a quebra de limites e preconceitos, ao promover a inclusão social. Esse também é o pensamento da direção do Dança Pará Festival 2011, que abre espaço para todos os participantes mostrarem seus trabalhos nos palcos e se aperfeiçoarem durante as palestras, workshops e demais atividades propostas.
“Além de ajudar no crescimento do bailarino, por meio dessa troca de experiências com os convidados, o Dança Pará é um encontro democrático que valoriza o que é da terra e também estimula as pessoas a conhecerem ou visitarem mais estes belos locais”, destaca a bailarina Lana Santos, que há 16 anos trabalha com dança de salão. Ela revela que, para esta edição, levará aos palcos a dança do ventre e a flamenca, com a bailarina Roseane Ramirez, parceira de Lana no trabalho da escola da dança, além de um número inédito, onde um casal dançará uma lambada estilizada com o ritmo zouk.
A professora lembra que a diversidade dos ritmos paraenses, como o brega e o carimbó, tem chamado cada vez mais a atenção do público e da mídia nacional. Lana Santos diz que faz questão de mostrar a cultura do Pará nos festivais em que participa, não só nas composições coreográficas, mas também no seu próprio vestuário e nos acessórios regionais.
A dança de salão é um dos cursos mais concorridos do Dança Pará. Este ano, o workshop será ministrado pelo casal Fabiana Terra e Patrick Oliveira, de São Paulo, que também brindarão o público com apresentações nos mais diversos ritmos. Fabiana é considerada uma das melhores professoras de dança do país, com formação em dança de salão e experiência em outras áreas. Diretora e professora da Cia Terra, ela obtém destaque nos festivais internacionais de dança de salão que participa, como o Salsa Open, disputado em Porto Rico, no qual obteve a melhor colocação brasileira por dois anos consecutivos, ao lado de seu partner, Patrick, bastante requisitado para aulas e shows.
“Aqui é o momento de conhecermos melhor todos os trabalhos desenvolvidos. Tem muita companhia de dança que fica no anonimato, não só as de Belém, como também as de fora”, observa Lana Santos. Maurício Quintairos, diretor artístico do Dança Pará, conta que só do Estado do Tocantins, virão cinco companhias, oriundas de Palmas, Araguaiana e Colinas.
ASSISTA
Dança Pará Festival 2011. De 21 a 26 de outubro, no Memorial dos Povos, Estação das Docas, Polo Joalheiro e IAP. Ingresso: R$ 20 (com meia entrada para estudantes). Informações: 9605-5360, 8201-3973, pelo e-mail dancapara@yahoo.com.br ou no site www.wix.com/dancaparafestival/2011
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