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Empregadas domésticas reivindicam em Copacabana

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Terça-feira, 30/08/2011, 07h39

Quatorze reintegrações de posse à vista

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai realizar hoje e amanhã, na Vara Agrária Regional de Castanhal, um mutirão da reforma fundiária. O objetivo é agilizar e discutir maneiras para que 14 reintegrações de posse de terras invadidas no Estado aconteçam sem violência no campo. A ação é uma parceria conjunta com vários órgãos do governo estadual e vai contar com a participação do ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva Filho.

A Comissão Nacional de Combate a Violência no Campo está na cidade desde ontem e participou de uma reunião para discutir o principal problema de reintegração de posse hoje no Pará. A devolução de 23 mil hectares da fazenda Santa Martha, no município de Moju, foi o estopim para o mutirão. “Isso é o reflexo de uma problemática na política fundiária do Pará. Não temos terra para alocar esses sem terra”, argumentou o ouvidor agrário do Estado, Artur Tourinho Neto.

O Instituto de Terras do Pará (Iterpa) afirma que de todo o território paraense, apenas 16% das terras públicas são de responsabilidade do órgão e todas elas já se encontram ocupadas. “Não temos terras para assentar essas famílias. Vamos tentar providenciar um destino para elas, mas a verdade é que não é fácil localizar essas áreas”, explica o presidente da Iterpa, Carlos Lamarão. Conforme Lamarão existem algumas terras devolutas que poderiam ser usadas para acampamento provisório, mas que ainda não há o registro imobiliário no nome do governo.

A falta de terra disponível para assentamentos e a ausência de uma solução para a “bomba” Santa Martha, que já foi reintegrada quatro vezes, mostra a fragilidade do Estado para resolver conflitos. “Uma das possibilidades é que seja feito um recadastramento das famílias para agilizar na remoção dos que realmente precisam da reforma agrária. Mas para isso precisamos de um apoio maior e mais tempo. O Iterpa não pode trabalhar sozinho”, diz Lamarão.

Prazo extra que não foi disponibilizado pelo ouvidor agrário nacional, que afirmou que independente para as 500 pessoas acampadas na Santa Martha, o mandado de reintegração de posse terá que acontecer. “Para onde eles vão? Isso são eles mesmos que terão que decidir”, enfatiza Gercino Filho.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) se isentou de qualquer contribuição para resolver o conflito. “Não existe a possibilidade de doarmos um pedaço de terra, pois não temos isso disponível. Na região da PA-150 não existe mais nenhuma terra pública”, diz o superintendente do Incra em Belém, Elielson Pereira.

A contar de hoje, os invasores têm 24 horas para decidir se sairão de forma pacifica ou não da fazenda. Na mesma situação, encontram-se a fazenda Mancha Negra, em Tomé-Açu, o assentamento Paricá, em Inhangapi, e a Fazenda São Caetano, no município de São Caetano de Odivelas.

ÁREAS À ESPERA DE REINTEGRAÇÕES

Santa Bárbara - 1

Santarém  - 1

São Caetano de Odivelas - 1

Moju - 5

Castanhal - 2

Tailândia - 2

Inhangapi - 1

Tomé-Açu - 1

Dezesseis sem terra são presos em desocupação

Cumprindo ordem da juíza Cláudia Regina Moreira Favacho Moura, titular da Vara Agrária Regional, policiais civis da Delegacia de Conflitos Agrários e militares do Comando de Missões Especiais (CME) prenderam 16 sem terra que estavam acampados nos fundos da fazenda Retiro, em São João do Araguaia, sudeste do Pará.

A operação de despejo, que redundou nas prisões, aconteceu na tarde de ontem .

Na mesma propriedade, houve o cumprimento de mandado de reintegração de posse nos dias 18 e 19 de agosto deste ano. Uma semana depois disso, os sem terra retornaram, pois alegaram não ter onde morar.

Diante do visível descumprimento à ordem judicial, o dono da fazenda, Darcy Fernandes de Lima, que disse ser dono da área desde 1986, denunciou o caso à Vara Agrária.

Assim a juíza Cláudia Moura concedeu novo revigoramento da liminar de reintegração de posse e a condução coercitiva dos sem terra até a Deca para serem autuados conforme entendimento do delegado José Humberto de Melo Júnior . Ele formatou um Termo Circunstanciado de Ocorrência por crime de desobediência e os sem terra devem responder ao crime em liberdade.

APREENSÃO

Por conta da operação conjunta, os policiais apreenderam três motocicletas, uma espingarda cartucheira e diversos terçados e foices.

Os sem terra estavam espalhados em diversos barracos. Os policiais percorreram toda a fazenda e mantIveram reunião com os acusados na escola “Modelo”, um casebre de madeira e palha improvisado pelos sem terra para dar aula a cerca de 20 alunos.

Sem ter pra onde ir, muitos deles venderam o que tinham para arriscar na nova invasão, cuja área alegam ser da União. Mas o fazendeiro Darcy Fernandes se defende e diz que a fazenda lhe pertence desde 1986.

Uma das sem terra que engrossam a fila dos desvalidos é Maria Eliene Ferreira da Silva, 33. Mãe de seis filhos, ela contou que nasceu na área e que o terreno que ocupava pertencia à família dela.

Maria Eliene é categórica em dizer que o pecuarista Darcy Fernandes teria forjado documentos para se apossar da área, a quem garante que é terra pública. “Ele falsificou documentos e há cinco anos quer nos tirar da área que é nossa, é da minha família”, sentencia.

A possibilidade da terra ser da União e pertencer a posseiros antigos é voz corrente entre os sem terra. (Diário do Pará)

Comentários Recentes

  • medrado disse: Comentário postado em 07/09 Quarta-feira às 01:46h "a desapropriaçao de terra neste pais de poucos so se dar pra quem tem mais dinheiro ou seja quem tem terra pra ser desapropriada mas nao tem dinheiro pra bancar as dispesas da força policial de todos os magistrados que recebem gordas diarias na missao vç nunca tera sua terra desapropriada mas se voçe tem dinheiro pra custiar toda essa dispesa ai sim e muito rapido acontece e nao estao nem ai pras familias que estao sendo despejadas e uma pena neste pais o coronelismo ainda mandar
    "
  • fernando arthur negrao cabral disse: Comentário postado em 30/08 Terça-feira às 10:24h "é interessante alguns responsaveis pela justiça conceder a reintegraçao de posse aos fazendeiros ,mas eu tenho uma propriedade que está invadida desde 1987 no municipio de ananindeua e que nao veio o reforço policial pois tenho reintegraçao de posse,sai governo e entra governo e nao resolve nada,sempre vou a justiça e ninguem estuda esse caso ,já em governos passados tentamos fazer a desapropriaçao e até hoje nao ficou resolvido,adoraria que alguem se enteresse por este caso pois perdir a maior suinocultura do estado do pará para o bem estar dos invasores que venderam os lotes logo apos uma semana de invasao ,essa propriedade está localizada no bairro das aguas lindas.muito obrigado por escrever esse recado ,pois estou muito tempo com esse caroço na garganta e nao tenho ninguem pra escutar ou me ajudar a entender que pessoas de bem que querem trabalhar e oferecer trabalhos a comunidade sao pisados pelo poder publico"
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