Sexta-feira, 15/07/2011, 06h44
Prefeitos, deputados e vereadores que coordenarão a campanha contra a criação dos Estados de Carajás e Tapajós reuniram-se ontem com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o desembargador Ricardo Nunes, para esclarecer questões acerca da divulgação e legislação da eleição plebiscitária.
Os deputados estaduais Celso Sabino e Carlos Bordalo; os vereadores de Belém Abel Loureiro, Carlos Augusto, Luiz Pereira e Nadir Neves, além do presidente da Associação dos Municípios do Nordeste Paraense (Amunep), José Feitosa (prefeito de Inhangapi), manifestaram o posicionamento do comitê contra a divisão do Estado a respeito do pleito do dia 11 de dezembro.
“Esperamos que esta mobilização aconteça em um ambiente de tolerância, sem a hostilidade que alguns de nós já vem sofrendo em certos municípios. A expectativa deste comitê, que é suprapartidário, é uma campanha positiva que gere resultados benéficos para o povo de todo o Pará, baseada principalmente no esclarecimento”, disse Celso Sabino.
No dia 26, a assessoria técnica do grupo irá reunir-se para nivelar questões jurídicas e, no dia 5 de agosto, representantes do comitê irão até Brasília em audiência pública com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para orientações sobre o plebiscito. O presidente do TRE ainda destacou, na reunião da manhã de ontem, que a realização do plebiscito seguirá as decisões expedidas pelo TSE. (Com informações da Assessoria da Câmara dos Deputados).
PLEBISCITO
Paraenses irão às urnas no dia 11 de dezembro para participar do plebiscito sobre a divisão do Estado.
Suplicy: “Divisão interessa a todo o país”
O senador do PT paulista, Eduardo Suplicy, abriu nova polêmica sobre a realização do plebiscito para consulta sobre a criação dos Estados do Carajás e Tapajós. Para o senador, não é apenas à população do Pará que interessa o desmembramento do Estado, mas a todo o país. Ele sustentou sua tese na tribuna do Senado anunciando que o jurista Dalmo de Abreu Dallari entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral, solicitando que toda a população brasileira seja ouvida.
Dalmo Dallari entrou com processo administrativo junto ao TSE na última quarta, 13. Ele informou ao DIÁRIO que está decidido a sustentar sua tese até as últimas consequências. “Estou convencido de que a realização do plebiscito, na forma como foi regulamentado (consulta somente no Estado do Pará) é inconstitucional”, assegurou o jurista. Ele informou que, caso o TSE não considere seu pedido, pretende entrar com Mandado de Segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“É uma causa de interesse público, interesse a todos os brasileiros, pois há um custo muito alto embutido na criação de dois novos Estados”, justificou Dallari. (Diário do Pará, Brasília)
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