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Terça-feira, 31/05/2011, 04h05

Solidão é doença e vivemos epidemia

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Solidão virou epidemia. Há mais casas habitadas por uma única pessoa e estamos confiando menos uns nos outros, dizem as pesquisas.

Ainda assim, está cada vez mais difícil ficar sozinho. Basta um clique, e centenas de amigos invadem nossos computadores nas redes sociais.

Estar imerso na internet ou ser rodeado de parentes não muda o quadro “epidêmico”, diz o psicólogo americano John T. Cacioppo, que é diretor do Centro de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade de Chicago (EUA).

Ele é autor de “Solidão “”A Natureza Humana e a Necessidade de Vínculo Social” (Ed. Record), livro que reúne quase 20 anos de suas pesquisas sobre o tema.

O mote é o seguinte: a espécie humana evoluiu graças às relações entre os indivíduos e ao apoio mútuo ao longo do tempo. A solidão vai na direção contrária à da evolução.

“Ela é como a dor ou a fome. É sinal de que algo não vai bem e que precisamos reforçar os vínculos sociais”, afirmou Cacioppo à Folha, por telefone.

Os estudos que o autor conduziu, com estudantes da Universidade do Estado de Ohio (EUA) e um grupo de adultos mais velhos, apontaram que os solitários têm uma qualidade de sono pior do que os demais e estão mais propensos a doenças cardiovasculares e infecciosas.

A explicação também tem um quê darwinista: “A solidão crônica coloca a pessoa em estado de alerta constante, porque ela tem que se defender sozinha”, diz.

Como resultado, o solitário passa mais tempo com altas concentrações de cortisol, hormônio ligado ao estresse.

O psicoterapeuta Roberto Golgkorn, que também escreveu um livro sobre o tema, “Solidão Nunca Mais” (Ed. Bertrand Brasil), concorda com o colega. Para ele, uma sociedade sem troca de afetos não consegue evoluir.

“Deve haver um fio que costure a identidade de todos, como em um formigueiro, que mais parece um organismo, enquanto as formigas são as células”, diz.

SÓ NA MULTIDÃO

A atriz Maristela Vanini, 39, diz que sabe o que é ser solitária na companhia dos outros. Desde os cinco anos, quando ouvia discos do Carpenters em seu quarto, ela afirma se sentir só. Ela mora com os pais, que a apoiam. “Mas me sinto incompreendida. Em casa não se fala sobre sentimentos.” Seus pais não viram a primeira vez em que ela subiu em um palco como profissional, dez anos atrás. “Eu cheguei toda animada para contar aquela emoção, mas estavam todos dormindo. Solidão não é opção”, diz.

Para o psiquiatra Geraldo Massaro, nem toda solidão é negativa. “A pessoa pode sair enriquecida da solidão, mesmo com sofrimento. Ela pode refletir sobre a própria vida, amadurecer.”

Para o vendedor de livros Leonardo Minduri, 35, a solidão é “nobre”. “Estou na sociedade por obrigação. Se eu tivesse outra opção, estaria na montanha, isolado”, conta ele, que se diz um eremita urbano.

Há cerca de dois anos, Minduri juntou dinheiro, colocou barraca e fogareiro na mochila e caiu na estrada. Alternando entre ônibus e carona, ele partiu de Belo Horizonte, onde mora, e foi até Punta Arenas, no Chile. Com Minduri, só embarcaram livros: Rimbaud, Nietzsche, Schopenhauer e Fernando Pessoa. “Prefiro a companhia deles do que a das pessoas”, afirma. (Folha On Line)

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