Segunda-feira, 06/09/2010, 02h39
Nem a vitória do Paysandu sobre o São Raimundo que garantiu a classificação bicolor à próxima fase da Série C ofuscou a briga de bastidores do caso Moisés. O burburinho ficou por conta de uma questão: Qual o motivo para Moisés, relacionado para o jogo e em concentração até a noite de sábado, ter sido cortado? Quem respondeu foi o próprio presidente Luiz Omar Pinheiro, que afirma ter sido critério técnico. O cartola costura um empréstimo do jogador ao Internacional (RS) e pretende fechá-lo hoje, com a ida de Moisés até São Paulo para decidir o contrato. Caso o atleta não aceite, Pinheiro garante que vai entrar com uma ação na Justiça por quebra de contrato.
“Eu quero dedicar essa vitória àquele que foi ídolo e hoje se tornou o inimigo dessa grande torcida, que é o Moisés”, ironizou. A confusão em torno do atacante voltou a ganhar força após a proposta do Internacional que pretende ter o jogador por um ano. “Ele pensa que é o Pelé, mas está longe disso e pode ir para onde bem entender, mas de graça ele não vai. Os empresários não vão ganhar dinheiro. A proposta está em pé, o jogador está pronto para viajar. O clube vai pagar pelo empréstimo dele, de um ano, com um salário compatível”, reitera. Luiz Omar afirma que os empresários do atleta querem 15% do valor negociado e diz que só vai tratar do assunto com o clube interessado e o jogador.
“Eu já ouvi falar que os advogados disseram que ele não vai. O certo é que existe uma proposta concreta para ele jogar lá, entre o Paysandu e o Internacional, sem intermediários no meio. A proposta é bem melhor do que a do Santos e, se fosse igual, ele iria para o Internacional, pois é o Santos que está por trás de toda essa palhaçada que estão fazendo com o Paysandu. Quando a gente mais precisa dele, ele não faz uma partida pela Série C?”, questiona.
Luiz Omar informou que viajaria na madrugada de hoje para a capital paulista para dar andamento na negociação com o time gaúcho e que mandaria a passagem para que Moisés viajasse na tarde de hoje. “Se ele não for isso vai caracterizar quebra de contrato. Ele é um ingrato”, vociferou. Omar não quis revelar as bases da proposta.
ENTENDA O CASO
Moisés reclama a sua rescisão contratual do Paysandu sob a justificativa de que o clube não recolheu corretamente os impostos descontados de seu salário (FGTS e INSS) e pede R$ 2.096.631,89 na ação. A intenção é tentar a sorte no Santos, que oferece cem mil reais para ter o jogador emprestado até o fim desse ano. Ocorre que a direção bicolor considera a oferta irrisória e só aceita liberá-lo caso receba 2,5 milhões de reais, referentes a quebra do contrato. (Diário do Pará)
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