Segunda-feira, 06/09/2010, 02h03
Apesar de muita gente ter deixado a capital neste final de semana, comerciantes de Salinas e Ajuruteua tiveram suas expectativas frustradas em relação ao feriadão da Semana da Pátria. Em Salinas o movimento foi menor que o esperado e em Ajuruteua o panorama foi o mesmo: um sábado tranquilo e um domingo com apenas cerca de dez ônibus de piquenique.
“Longe de ser um movimento como nos anos anteriores, quando o dia 7 de setembro não caiu tão imprensado, como este. Tem muita gente de Belém em Salinas, mas em suas casas, onde almoçam e tomam banho de piscina. Quando vêm aqui no Atalaia é final da tarde, dando uma volta de carro. O povão não veio desta vez”. Foi assim que Gerenaldo e Brena Silva, vendedores da barraca Tapioquinha da Dona Fátima, definiram a movimentação do feriadão. “Nos preparamos para receber muito mais gente e o movimento não correspondeu às nossas expectativas”,
arrematou Fátima Silva.
No Maçarico, a frequência de veranistas não foi diferente da do Atalaia. Durante toda a noite de sábado, 4, diferente do que se costuma conferir durante a Semana da Pátria, pouca gente circulava pela orla, frustrando aos comerciantes e aos que apreciam o grande aglomerado de carros e pessoas em movimento incessante. “Este ano, o movimento foi o mais fraco, desde que começamos a trabalhar aqui, há oito anos. É porque o dia 7 cai na terça feira e, para quem trabalha na segunda-feira, que é a maioria, o feriadão foi para poucos. Ficou como se fosse um final de semana qualquer”, avaliou Alnize Santos, dona da lanchonete Baitacão, na orla do Maçarico.
Para o empresário Ricardo Costa Moreira, 46, o movimento abaixo do esperado era tudo o que precisava para renovar as forças. Ricardo revelou que a ausência de congestionamento nas ruas, praias, bares e restaurantes foi a mais grata surpresa que teve em toda a Semana da Pátria, pois devido ao grande número de carros visto na estrada a caminho de Salinas, supunha encontrar muito mais veranistas. “Era tudo que eu precisava”, revelou Ricardo, contrariando a ideia do filho Lucas Moreira, 19, tão ávido pelo vai e vem de carros e pessoas quanto os comerciantes. “Salinas sem agitação nem parece o mesmo lugar. Me sinto sem ambiente. Me sinto tão frustrado quanto os vendedores”, disse Lucas em tom bem-humorado.
Apesar do movimento aquém do esperado, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Bragança (Sema) e a Polícia Civil estavam em atividade com a campanha de combate à poluição sonora promovida pelos sons automotivos. “Estamos promovendo educação e orientação aos proprietários de sons de automóveis, que são os principais alvos das reclamações que chegam à Sema. Estamos numa campanha intensa para combater a poluição sonora em Bragança”, justificou a ambientalista Ângela Begot, secretária de Meio Ambiente de Bragança. (Diário do Pará)
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