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Motociclista colide com lixeira e morre na BR-316

Pará
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Sexta-feira, 03/09/2010, 04h32

Alunos da UFRA improvisam faixa de segurança

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Estudantes pintam faixa na avenida Perimetral, já que a prefeitura ignorou pedido contra ocorrência

Uma faixa de pedestres. Este foi o motivo que levou estudantes da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) a interditarem por aproximadamente uma hora, na manhã de ontem, os dois sentidos da avenida Perimetral. Após diversas tentativas sem sucesso para que a Companhia de Transporte de Belém (CTBel) implantasse o espaço de travessia para a população, os próprios estudantes, fun-

cionários e moradores do local pintaram uma faixa na rua.

Com cartazes, os manifestantes relataram a dificuldade e o perigo na travessia. “Aqui são recorrentes os casos de acidentes com crianças e idosos, porque não tem sinalização. Todas as outras escolas daqui da Perimetral contam com uma faixa de pedestre, mas aqui na frente da Ufra não tem”, contou o estudante João Paulo Magno. A moradora que estava à espera do ônibus em uma parada não reclamou da paralisação do trânsito e contou que já foi vítima da falta de sinalização. “Aqui não tem respeito com pedestre. Eu já fui batida por uma moto e fiquei com o braço quebrado e fraturou minha perna”.

Maria Luíza Maués é mãe de dois meninos de 11 e 12 anos e afirma que quando não pode acompanhá-los até a escola fica preocupada, por conta dos riscos da travessia na avenida. “É muito arriscado, porque os carros passam aqui em alta velocidade e já tiveram vários acidentes com crianças”.

O clima ficou tenso, quando motoristas tentavam avançar a interdição feita pelos estudantes. O auxiliar em agropecuária da Ufra, Manuel de Deus, colocou a bicicleta em frente a um carro para impedir que este atropelasse alguns alunos. “Eu sou a favor da faixa e estou aqui indignado com esta situação, por isso estou ajudando os estudantes”. Para os motoristas, o direito de ir e vir não pode ser prejudicado. “Acho que é preciso reivindicar, mas não é desse jeito, porque assim atrapalha a rotina de todas as pessoas”, reclamou o topógrafo que estava a caminho do trabalho, Erivaldo Tobias.

A Companhia de Transporte de Belém (CTBel) admitiu que a manifestação da comunidade estudantil da Ufra foi justa, e afirmou que já havia sido feita solicitação. O órgão informou que elaborou projeto para implantação de instrumentos de segurança para travessia de pedestres na área, mas não o implantou, em função de questões burocráticas. Entretanto, a CTBel ressalta que a demarcação

realizada pela comunidade sofre de amparo legal. Técnicos do órgão estão fazendo levantamento de toda a demanda na área, para que seja priorizada a sinalização, inclusive com a correção no local em que foi realizado o serviço pela comunidade. (Diário do Pará)

Comentários Recentes

  • Luiz Branco disse: Comentário postado em 03/09 Sexta-feira às 09:19h "É só assim que se consegue as coisas em nossa sofrida cidade. Concordo que o direito de ir e vir deve ser preservado, mas, vamos sair dos carros e nos colocar no lugar do pedestre por um dia e tentar atravessar a avenida. Será que somente após algo grave acontecer é que as medidas vão ser tomadas. Aliás, todos sabemos da inoperância da CTBel. Mudam as moscas mas o bolo continua o mesmo. É uma vergonha!!"
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