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Sexta-feira, 03/09/2010, 03h57

Caso Cíntia: liberdade é negada para Ezequiel

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Ontem, foi escrito mais um capítulo do polêmico caso que apura a morte de Cíntia de Oliveira, supostamente assassinada em rituais satânicos no cemitério municipal desativado do Bengui, em Belém, em julho deste ano. Além de a Justiça ter negado a liberdade ao principal acusado do crime, Ezequiel Calado, seis testemunhas de acusação, arroladas pelo Ministério Público, deveriam ser ouvidas pela juíza Odete Carvalho, da 2ª Vara da Infância e Juventude da Capital. Cinco delas foram ouvidas.

Os depoimentos ocorreram ao longo de todo o dia de ontem, no Juizado da Infância, localizado no bairro da Cidade Velha. O procedimento representou a primeira audiência de instrução do procedimento de acusação dos dois adolescentes que investiga a morte de Cíntia Oliveira. A promotora da Infância e Juventude, Rosilene de Fátima Lourinho dos Santos, e a defensora pública Lacy Simões também participaram da audiência. O primeiro a ser ouvido foi o pai da vítima, José Rayol de Oliveira. O depoimento dele prolongou-se até o início da tarde.

Outra pessoa na lista de depoentes é a jovem que mantinha um forte vínculo de amizade com o grupo liderado por Ezequiel Calado.

Inclusive, ela fora a primeira pessoa a ter mencionado, no decorrer do inquérito policial que apurou a morte de Cíntia, a possibilidade de o assassinato ter sido cometido por intermédio de “pactos satânicos”. Além dela, consta o nome de Amanda Alves Rosário, funcionária da escola onde a vítima e os adolescentes acusados estudavam.

A professora Ângela Maria Figueiredo Pantoja, diretora da escola, também está inclusa na listagem apresentada pelo Ministério Público, mas ela não compareceu, conforme informou a assessoria do TJE. Esta última teria sido ameaçada de morte pelo grupo que se denominava “gótico” e “vampiro”, antes da prisão dos quatros acusados. Assim como ela, Nancy Danielly da Silva Amorim e Ezequiel Abreu Calado também compõem a lista.

Esses dois compareceram à sala de audiência, mas, conforme foram instruídos por suas defesas, disseram que iriam permanecer calados conforme são amparados pela lei.

Confirmada a inclusão de internauta como testemunha no inquérito

Outro nome que integra a lista elaborada pelo Ministério Público é o de Marcos Vinícius Saraiva, internauta residente em Porto Alegre (RS) e responsável por denunciar o assassinato de Cíntia à polícia, após gravar no próprio telefone celular conversas feitas pelo Skype (programa que permite ligações telefônicas via internet), nas quais Ezequiel e Nancy relatam circunstâncias do crime.

De acordo com a Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, está marcado para o próximo dia 14 de setembro o depoimento do internauta, que, caso não compareça em Belém, o depoimento pode ser colhido via carta precatória – o documento seria encaminhado à Justiça gaúcha, que, por sua vez, registraria as informações repassadas pelo internauta e remeteria à Justiça paraense. Ainda segundo a assessoria, outra forma cogitada é a “vídeo audiência”, que consiste na mesma tecnologia utilizada por uma vídeo conferência.

Ontem, um internauta que se identificou no site do Diário Online como Marcos Vinícius se mostrou surpreso com a notícia de que ele também seria ouvido pela polícia paraense. Na área reservada a comentários, o internauta disse: “eu queria saber quem foi que disse que eu seria ouvido em depoimento?... O Ezequiel matou mesmo Cintia Oliveira, vocês ainda têm dúvidas?”.

PROCESSO

A audiência de ontem terminou às 15h20, quando, aos poucos, todos foram deixando o local. De acordo com a promotora Rosilene Lourinho, as testemunhas do Ministério Público permaneceram com as versões ditas ainda na unidade policial. “Eles falaram tudo o que já tinham dito antes, agora vamos passar para outra fase do processo que é ouvir as testemunhas de defesa”, explicou a promotora.

A próxima audiência será no dia 13 de setembro, com a presença dessas testemunhas e, provavelmente no dia 15 de setembro, será dada a sentença do caso. Tanto o advogado do adolescente quanto a defensora pública da adolescente solicitaram a desinternação dos dois. Mas, de acordo com a assessoria do TJE, a juíza pediu que primeiramente o Ministério Público analisasse o pedido, para em seguida dar o veredicto.

Revogação de prisão é negada

Na manhã desta quinta-feira (2), o juiz da 1ª Vara de Inquéritos e Medidas Cautelares, Heyder Tavares da Silva Ferreira, indeferiu o pedido de revogação da prisão temporária de Ezequiel Abreu Calado.

Atribui-se a decisão ao fato de que o inquérito policial sobre o caso ainda não foi concluído e a prisão do acusado é imprescindível para as investigações.

Em relatório, a autoridade declarou que há provas e indícios consistentes - face depoimentos de testemunhas e o conteúdo das investigações - que apontam Ezequiel como o articulador do assassinato, o que se configura crime de homicídio qualificado. Enquanto isso, o pedido de revogação da prisão de Nancy ainda está sob júdice.

SEM DEFESA

Antes de entrar no prédio da 2ª Vara da Infância e Juventude da Capital, o advogado Andrei Montalvani, que defende Nancy e o adolescente irmão dela, esclareceu quais motivos o levaram a decidir não atuar mais na defesa de Ezequiel Calado. “Tomei essa decisão para atender pedidos de familiares, amigos e colegas de profissão, que sabem a forma ética como eu trabalho”, alegou.

Após Ezequiel mudar o seu depoimento e contar outra versão do crime, durante a reconstituição do caso, no cemitério do Bengui, Ezequiel ficou sem advogado. O acusado negou que tenha matado e agredido Cíntia e jogou a culpa na adolescente de 16 anos e no irmão de Nancy. Por conta disso, no início da semana, o advogado declarou que deixou a defesa dele porque entende que Ezequiel deveria dizer a verdade acima de tudo.

Além disso, o advogado revelou que as divergências na adoção da tese de defesa também contribuíram para decisão. Mesmo assim, ele comentou o resultado do laudo da morte de Cíntia e acredita que a jovem de 16 anos é a principal responsável pela morte de Cíntia.

“O laudo mostrou que ela foi morta por estrangulamento, o que comprovaria que Ezequiel não possui participação no crime”, acredita. (Diário do Pará)

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Comentários Recentes

  • para o bem e o mau disse: Comentário postado em 03/09 Sexta-feira às 12:36h "a liberdade desse vampiro brasileiro.......kkkkkkkkkkk vai se só no inferno qnd ele chegar(maricano tem uma galera esperando pra se chupa mesmo,,,,kkkkkkkkkkkk))"
  • JACQUELINE CAVALCANTE DE MELO disse: Comentário postado em 03/09 Sexta-feira às 11:38h "No caso ele foi o mandante.
    As ligaçoes alegam o fato.
    Como pode uma pessoa ser tão cruel ..."
  • Jorge Luiz disse: Comentário postado em 03/09 Sexta-feira às 11:12h "A justiça tem que fazer justiça,o caso da morte dessa moça tem que ser levado a sério,esses marginais desocupados,bandidos,vagabundos,delinquentes não são criancinhas para serem protegidos pela lei eles tem que puxar 30 anos de cadeia em regime fechado.Só o fato dele falar que o soco que ele deu no rosto da moça com tanta violência que chegou a ponto de rasgar a sua própria mão já compromete única e exclusivamente a sua participação direta no crime."
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