Quarta-feira, 04/08/2010, 22h19

Uma vilã silenciosa está invadindo os ecossistemas costeiros e colocando em risco diversas espécies marinhas do Brasil. A chamada “água de lastro”, despejada por navios que atracam nos portos brasileiros, trazem algas, crustáceos, moluscos e outros seres que se alastram sem controle quando liberados no meio ambiente.
Essa água, geralmente captada nos portos onde os navios saem, é utilizada para dar equilíbrio quando a viagem é feita sem carga, e despejada no mar quando as embarcações chegam ao seu destino.
O grande problema é que muitas vezes espécies naturais dos locais de embarque pegam “carona” na embarcação e acabam atracando aqui. Quando não encontram predadores, essas plantas e animais se alastram, desequilibrando todo um ecossistema e causando diversos danos naturais.
Esse fenômeno, conhecido como “bioinvasão”, é mais comum do que se imagina. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil possui mais de 50 espécies invasoras marinhas que vão desde algas tóxicas que afloram em praias turísticas, até espécies que causam danos à saúde, como a bactéria do cólera.
Entre os invasores, um dos mais conhecidos é o mexilhão dourado. Ele veio da Ásia nos porões dos navios e se tornou uma praga nos rios brasileiros, chegando até o Pantanal. O animal se espalhou com tanto vigor que agora causa problema para as usinas hidrelétricas, pois se incrusta nos equipamentos e atrapalha a passagem da água.
Sem solução
Durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que foi realizada em Natal, durante os dias 25 a 30 de julho, cientistas comentaram sobre o fenômeno e lembraram que ainda não há uma solução definitiva para o problema.
“O mundo inteiro está preocupado com esse problema, e ainda não há nenhum método eficaz para combatê-lo”, afirmou em entrevista ao portal G1 a bióloga Rosa Luz de Souza , pesquisadora de Universidade Federal Fluminense (UFF) e organizadora do livro “Água de lastro e bioinvasão”.
Uma alternativa para amenizar a invasão biológica é a troca da água de lastro em mar aberto antes que os navios atraquem nos portos. A medida já é obrigatória pela Marinha brasileira e há normas específicas para o Rio Amazonas, que impede embarcações de liberarem água salgada em portos pluviais.
Segundo Flávio da Costa Fernando, pesquisador do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, a substituição da água resolve parte do problema, mas não é totalmente eficaz, já que os navios não foram construídos para isso, e microorganismos invasores podem permanecer nos porões durante a troca.
Ele explicou ainda que já foram feitas experiências com substâncias químicas para tratar a água, mas esses elementos podem matar os organismos nativos dos portos quando a água for desembarcada.
Outra possível solução é a implantação da Convenção Internacional para Controle e Gestão da Água de Lastro e Sedimentos de Navios, que já foi aprovada pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) em 2004, mas ainda depende da assinatura de quatro países para ser posta em prática. Atualmente, 26 nações, incluindo o Brasil, já se comprometeram com o acordo.
(EcoDesenvolvimento.org)
Lojas do Tem! (Classificados)
IT Center
Shopping Pátio Belém - 2o piso
Shopping Castanheira - 1o piso
Gaspar Viana, nº 778
Yamada Plaza (Av. Gov. José Malcher)
Yamada Plaza (Castanhal)
Formosa Duque (Subsolo)
Formosa Cidade Nova (Subsolo)
RBA - Av. Almirante Barroso, 2190
Call Center Tem! (Classificados)
(91) 4006-8000
Fale Conosco
(91) 3084-0100
Central do Assinante
(91) 4006-8000
Endereço
Av. Almirante Barroso, 2190
CEP 66095.000 - Belém-PA
Redação
(91) 3084-0119
(91) 3084-0120
(91) 3084-0126
(91) 3084-0100
Ramais: 0209, 0210 e 0211
Copyright 2010 Diário do Pará. Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação.