RÚSSIA-GEÓRGIA
Guerra já deixou
158 mil desabrigados
Conflito entre Rússia
e Geórgia deixa 158 mil deslocados, diz ONU. O Acnur (Alto
Comissariado da ONU para os Refugiados) se baseia em números
fornecidos pelos governos dos dois países.
A cifra inclui 98,6 mil deslocados na Geórgia, 30 mil na Ossétia
do Sul e outros 30 mil na Rússia, informou a agência
da ONU. Na última terça-feira (12), o Acnur informou
que o conflito havia deixado quase 100 mil deslocados.
Um comboio do Programa Mundial de Alimentos e do Acnur se dirigia
neste domingo à cidade de Gori (centro da Geórgia)
e a mais próxima à Ossétia do Sul, levando ajuda
para 1.500 pessoas.
Os confrontos tiveram início quando a Geórgia, que é aliada
dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia
do Sul, região separatista que declarou independência
no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque
apóia o pequeno território e mantêm forças
de paz na região.
PRESSÃO - Ao menos três países - Estados Unidos,
Alemanha e França - pressionaram ontem a Rússia a retirar
suas tropas da Geórgia ao mesmo tempo em que o presidente
russo, Dmitri Medvedev, anunciou que começará a retirada
hoje. Apesar do anúncio, não há informações
sobre quanto tempo essa retirada vai levar.
Em um comunicado divulgado pelo Kremlin, Medvedev anunciou que o
começo da retirada das tropas acontecerá hoje, mas
não fez menção sobre deixar a Ossétia
do Sul, região separatista que está no centro do conflito
entre a Rússia e a Geórgia. Ele disse apenas que as
tropas voltariam para Ossétia do Sul de suas posições
na Geórgia.
Desde a assinatura do acordo de cessar-fogo pela Rússia -
que havia sido feita anteriormente pela Geórgia -, a pressão
ocidental para a retirada de tropas russa tem aumentado. Os Estados
Unidos e a França já haviam acusado a Rússia
de descumprir a trégua, pelo fato de tanques e soldados russos
continuarem a rodar livremente pela Geórgia.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, ontem que a Rússia
enfrentaria “sérias conseqüências”.
RELIGIÃO
Polícia chinesa apreende 300 bíblias
Oficiais chineses
confiscaram ontem mais de 300 bíblias de quatro cristãos missionários
americanos na cidade de Kunming, sudoeste da China.
Os americanos pertencem a um grupo chamado Visão Além
Fronteira, responsável por propagar a religião católica
distribuindo bíblias e materiais com ensinamentos cristãos
ao redor do mundo.
As bíblias foram confiscadas do grupo ainda no aeroporto de
Kunming, de acordo com Pat Klein, porta-voz do grupo. Ele confirmou
que a intenção deles era distribuir os livros pela
cidade.
Uma oficial chinesa negou o confisco das bíblias. Ela afirmou
que as autoridades estavam apenas cuidando do material e em seguida
declarou que não estava autorizada à falar com a imprensa.
Um jornal estatal chinês noticiou mês passado a apreensão
de 10 mil cópias da bíblia, que seriam distribuídas
na Vila Olímpica. O livro só pode ser impresso por
meio de supervisão do governo comunista. Oficialmente, a China é um
país ateu que permite o uso da bíblia apenas em igrejas
pré-autorizadas pelo governo, localizadas em hotéis.
ELEIÇÃO
EUA
Vice de McCain diz ser pró-aborto
O ex-governador da
Pensilvânia
Tom Ridge, um dos cogitados para ser vice na candidatura do republicano
John McCain à Presidência dos Estados Unidos, advogou
em causa própria e afirmou que o nome escolhido pelo partido
deve apoiar o direito ao aborto.
McCain se apõe ao direito ao aborto, mas surpreendeu alguns
conversadores na última semana ao afirmar que seu companheiro
de chapa poderia apoiar a prática.
“
O que ele disse ao resto do mundo é que nós devemos
aceitar os dois pontos de vista. Ele não julga a mim ou minhas
convicções. Ele apenas discorda de mim”, afirmou
Ridge em entrevista ao “Fox News Sunday”.
No entanto, caso McCain escolha um vice que apóie o direito
ao aborto, isto seria uma grande quebra na tradição
do Partido Republicano.
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